sexta-feira, 26 de junho de 2020

ORDEM DE MALTA vs CRUZ DE MALTA

ESCLARECIMENTO

Após vários pedidos de esclarecimento e algumas confusões geradas pela mais recente reportagem da SIC, que pode ser vista aqui, impõe-se, mais uma vez, esclarecer que a ORDEM DE MALTA não é a CRUZ DE MALTA, nem aquela mantém com esta, actualmente, qualquer relação institucional de cooperação. De resto, só por um curto período de cerca de dois anos, de 2013 a 2015, foram estabelecidos contactos, por parte da Ordem de Malta, no sentido de “socorrer” aquela então associação de bombeiros e estabelecer um acordo de cooperação, o que, por diversas vicissitudes, não se concretizou até hoje.

A situação de confusão entre uma e outra entidades - que a associação Cruz de Malta tem promovido em seu beneficio - está a corroer a imagem e bom nome da Ordem de Malta em Portugal, nomeadamente da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses e do Corpo de Voluntários da Ordem de Malta, pelo que, há muito se impõe um esclarecimento e distinção institucional de ambas as entidades (nomeadamente pelo fim de uso de simbologia comum), esclarecimento esse que se exige, principalmente, à Ordem de Malta, pelos maiores pergaminhos que tem a defender.

A Ordem Soberana e Militar de Malta, que em Portugal é representada pela Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, legítima e ÚNICA herdeira das tradições históricas, culturais, assistenciais e religiosas da também denominada Ordem Soberana Militar e Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, e pela Embaixada da Ordem Soberana de Malta, não tem qualquer ligação institucional e/ou funcional com a referida associação (fundada em 1918 por um grupo de cidadãos civis e alguns cavaleiros da Ordem de Malta, sob a denominação de "Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cruz de Malta", tendo por «emblema em fundo losango a cruz de Malta prateada», a qual desde então fez o seu caminho em total autonomia e independência), não devendo, pois, fazer-se qualquer confusão com as entidades que legitima e reconhecidamente representam a Ordem de Malta em Portugal.

Com efeito, embora possa comungar do carisma da Ordem de Malta - como qualquer outra entidade que o queira livremente fazer -, não pode reclamar nem invocar a história e tradições culturais, assistenciais e religiosas desta Ordem em seu beneficio, nem usar a simbologia própria das instituições que legitimamente representam a Ordem de Malta e, muito menos, confundir os eventuais destinatários das suas acções ou campanhas.

O facto dessa associação, ao longo dos anos, ter também usado como emblema, de forma indiscriminada, o escudete operacional da Ordem de Malta, pese embora o estabelecido nos seus próprios estatutos (nomeadamente, na única versão conhecida dos mesmos, aprovada em 1952), não a legitima a usar simbologia exclusiva das instituições da Ordem de Malta.

Entre 2013 e 2015, como referido, os dirigentes da referida associação fizeram contactos, diligências e acções (nomeadamente uma alteração estatutária através da qual a referida associação modificou a sua natureza, "deixou cair os bombeiros" e adoptou como emblema o Escudete ou Brasão Operacional da Ordem de Malta e passou a denominar-se "Cruz de Malta - Associação Humanitária e Social"), no sentido de ser "perfilhada" e integrada como entidade conexa da Ordem de Malta, através da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses; o que - reitere-se -, no entanto, devido a diversas vicissitudes a que a Ordem de Malta é alheia, não se formalizou até hoje.

E, por isso, actualmente, nenhuma relação institucional ou operacional existe entre a Ordem de Malta e a Cruz de Malta.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Português Fra' D. Ruy de Villas Boas assume a liderança da Ordem de Malta


Ainda que interinamente e em sequência do falecimento do Grão-Mestre Fra' Giacomo Dalla Torre del Tempio di Sanguinetto, é o português Fra' D. Ruy de Villas Boas quem passa a assumir a liderança da Ordem Soberana e Militar de Malta até que seja eleito um no Grão-Mestre.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Falecimento do Grão-Mestre da Ordem de Malta

Fra' Giacomo Dalla Torre del Tempo di Sanguinetto (1944-2020)
Deu-se, na noite passada, o falecimento de Sua Alteza Eminentíssima Fra' Giacomo Dalla Torre del Tempo di Sanguinetto, Príncipe e Grão-Mestre da Ordem Soberana e Militar de Malta.
Fra' Giacomo, que era, desde o dia 2 de Maio de 2018, o 80.º Grão-Mestre da Ordem de Malta, nasceu em Roma, em 1944, onde estudou Humanidades. Especializou-se em Arqueologia Cristã e História da Arte e leccionou Grego Clássico na Universidade Pontifícia Urbaniana. Ingressou na Ordem de Malta em 1985 e professou solenemente em 1993. Entre 1994 e 1999 foi Grão-Prior da Lombardia e Veneza e entre 1999 e 2004 foi membro do Soberano Conselho. No Capítulo Geral de 2004 foi eleito Grande Comendador da Ordem, tendo assumido a Lugar Tenência ad interim na sequência da morte de Fra' Andrew Bertie, 78.º Grão-Mestre. Foi ainda Grão-Prior de Roma entre 2008 e 2017, ano em que foi eleito Lugar Tenente da Ordem.

Em Nota enviada aos membros da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, Sua Excelência o Presidente Dr. António Luís Calheiros de Noronha de Almeida Ferraz, refere ter-se tratado de um Homem de reconhecida espiritualidade com um fervor mariano muito particular, sendo um Senhor de trato afável e carinhoso para com todos. Refere ainda que Fra' Giacomo deixa um luminoso testemunho de santidade pela genuína dedicação aos mais carenciados e aos doentes, tendo servido a Ordem com total espírito de serviço e reconhecida abnegação, a ela sempre se entregando nos momentos difíceis em que foi chamado.

Que Deus Nosso Senhor lhe dê o esplendor da luz perpétua.
Que Descanse em Paz.
Amen

quinta-feira, 2 de maio de 2019

O português Fra' D. Ruy de Villas Boas é o novo Grande Comendador da Ordem de Malta

Fra' D. Ruy de Villas Boas

Termina hoje, na Villa Magistral, no Monte Aventino, em Roma, o Capítulo Geral da Ordem Soberana e Militar de Malta, que elegeu os membros do Soberano Conselho para os próximos cinco anos (2019-2024).


O português Fra' D. Ruy de Villas Boas foi eleito Grande Comendador, sendo agora a segunda figura na hierarquia da Ordem (Superior dos Membros Religiosos), presidida pelo Grão-Mestre Fra' Giacomo Dalla Torre del Tempio di Sanguinetto.

Novos Membros do Soberano Conselho
Composição do Soberano Conselho para os próximos cinco anos:

- Grande Comendador (Superior dos Membros Religiosos): Fra' Ruy Gonçalo do Vale Peixoto de Villas Boas
- Grão-Chanceler (Chefe do Executivo e Ministro dos Negócios Estrangeiros): Albrecht Freiherr von Boeselager
- Grande Hospitalário (Ministro da Saúde e Cooperação Internacional): Dominique Prince de La Rochefoucauld-Montbel
- Recebedor do Grande Tesouro (Ministro das Finanças): János Graf Esterházy de Galántha
- Vogais: Fra' John T. Dunlap, Fra' Emmanuel Rousseau, Fra' Gottfried von Kuhnelt-Leddihn, Fra' Roberto Viazzo, Winfried Graf Henckel de Donnersmarck, Mauro Bertero Gutiérrez
- Conselho do Governo: Peter de Szabadhegy de Csallokozmegyercs, Olivier Freiherr de Loudon-Vorst-Gudenau, Francis Joseph McCarthy, Patrick Jabre, Lady Celestria Hales, José Maria Coello de Portugal
- Conselho de Auditoria: Presidente: Dominicus Freiherr von und zu Mentzingen; Conselheiros: Niels Carl A. Lorijn, Justin S. Simpson, Gerald Berger, Paolo Fabris de Fabris; Conselheiros Suplentes: Guy-Antoine de La Rochefoucauld, duque de La Roche-Guyon, Luca Brondelli, dei Conti di Brondello.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Arquivo do Ministério das Finanças incorpora conjunto documental relativo à Ordem de Malta

No passado mês de Maio, foi incorporado no Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças (ACMF), um reputado valioso conjunto documental, proveniente da Direcção de Finanças de Castelo Branco,  composto por mais de 100 livros, essencialmente manuscritos, datados do século XVI até meados do século XIX.
De acordo com um primeiro trabalho de inventário e avaliação, efectuado pelo Arquivo, tal documentação estará relacionada com as comendas da Ordem de Malta situadas na Beira Baixa, com destaque para Oleiros, afecta ao Grão-Priorado do Crato, e da comenda da Covilhã, compondo-se de livros relativos a tombos, visitações, arrematações, foros, almoxarifados, etc., que o arquivo reputa de importância crucial não só para a história da Ordem de Malta, como para a história regional e local.
Além da informação escrita que veiculam, há que destacar, segundo o ACMF, há que destacar a beleza dos livros, de que são exemplo os frontispícios representados nas imagens juntas.
O Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças tenciona iniciar em breve o tratamento arquivístico de tão relevante documentação, de que dará oportuna nota.
Percebe-se, de facto, tratar-se um valioso acervo documental, também de relevante importância, como é referido por aquele Arquivo, para a história da Ordem de Malta em Portugal.
.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Falecimento de S.E. o Coronel António Feijó de Andrade Gomes (1943-2018), Grã-Cruz de Graça e Devoção em Obediência da Ordem de Malta


Apesar de termos conhecimento e acompanharmos a luta que vinha a ser travada pelo nosso bom amigo e confrade, Senhor Embaixador Coronel António Feijó de Andrade Gomes, Cavaleiro Grã-Cruz de Graça e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta, foi com profunda consternação e pesar que recebemos a notícia do seu falecimento.
À família, amigos e confrades, manifestamos os mais sinceros votos de pesar e condolências.

O seu corpo estará hoje, a partir das 16h30, na Igreja da Lapa, no Porto, onde amanhã, dia 30, se celebra a Missa de Corpo Presente, pelas 14h45.

Nascido em Ponte de Lima, a 22 de setembro de 1943, seguiu a carreira militar reformando-se no posto de coronel do Exército. Entre inúmeras funções, comandou o Centro de Instrução de Operações Especiais (Rangers), em Lamego, entre 1997 e 2000.
Era Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Ordem Soberana e Militar de Malta na Guiné Bissau, desde 2010, e actualmente Grã-Cruz de Graça e Devoção em Obediência da Ordem (fora admitido, como cavaleiro de Graça Magistral, em 1995). Desempenhou o cargo de Hospitalário da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses entre 2000 e 2008.
Era comendador da Ordem da Liberdade, de Portugal (1996), tendo sido igualmente agraciado com a medalha de Mérito Militar, entre outras condecorações militares, portuguesas e estrangeiras, como a medalha da OTAN e a cruz de 1.ª classe, com distintivo branco, da Ordem do Mérito Militar de Espanha. Era igualmente Grande-Oficial com Espadas da Ordem pro-mérito Melitense, da Ordem de Malta (2000), cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém (1995), comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, membro da Real Irmandade de Infanções de Illescas (2001) e da Ordem Constantiniana de São Jorge. Actualmente, presidia à Irmandade Militar de Nossa Senhora da Conceição, com sede em Lamego, que ajudara a reactivar. por Lourenço Correia de Matos.

Na apresentação do livro "A Cruz da Ordem de Malta nos Brasões Autárquicos Portugueses", 
Rossas, Arouca, Agosto de 2017
O Senhor Coronel António Feijó de Andrade Gomes, muito respeitado Membro e Dirigente da Ordem de Malta, foi ainda Presidente do Corpo de Voluntários durante muitos anos e continuou sempre a marcar presença activa nos trabalhos de assistência aos peregrinos e em todas as actividades da Assembleia Portuguesa, sendo estimado e reconhecido por todos como uma referência.

domingo, 13 de maio de 2018

Corpo de Voluntários da Ordem de Malta

















Com o fim das cerimónias do dia 13 de maio, de cada ano, em Fátima, termina também a mais longa e intensa campanha anual do Corpo de Voluntários da Ordem de Malta, e inicia-se o regresso a casa de cada um dos voluntários, alguns deles ao fim de dois ou três dias de campanha ininterrupta. Regressam fisicamente cansados mas moral e espiritualmente reconfortados, como nos confidenciou um jovem médico que, com sacrifício familiar e dispêndio financeiro, tirou três dias para fazer voluntariado. Que o mesmo é dizer: fazer alguns quilómetros a expensas próprias, calçar umas luvas, colocar um avental, dispor duas cadeiras frente a frente e uma bacia de água, junto de uma bancada com material para curativos rápidos, aguardar e receber os Peregrinos, prestando-se a lavar e massajar pés e pernas, furar e tratar bolhas, reconfortar física e espiritualmente.


Faz parte da génese do Corpo de Voluntários e do carisma da Ordem de Malta ajudar de forma discreta e desinteressada os Peregrinos que demandam os lugares Santos, sem questionar as razões ou motivações, sem tirar partido da fé, devoção, missão ou desafio, e muito menos do sacrifício alheio. "Não ajudam para aparecer, aparecem para ajudar", como nos referiu um conhecido e destacado membro da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem de Malta que, por estes dias, troca o fato por indumentária mais informal e arregaça as mangas lado-a-lado com os demais voluntários.

Fazer voluntariado no Corpo Operacional e, nomeadamente, prestar assistência aos Peregrinos que demandam os lugar Santos, faz parte das obrigações dos Cavaleiros e Damas, membros da Ordem de Malta. A grande maioria dos voluntários, no entanto, são homens e mulheres, profissionais e não profissionais, que, de forma altruísta e desinteressada, se disponibilizam a ajudar no Corpo de Voluntários, vivênciando o famoso carisma desta milenar Ordem Católica, que consiste na defesa da fé e assistência aos mais necessitados, mundialmente conhecido por «Tuitio Fidei et Obsequium Pauperum».

«Mais um ano agradeço ao corpo de voluntários da Ordem d Malta, cada tratamento, cada carinho, cada abraço é fundamental na nossa caminhada», por Mena Marques, in Facebook

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Com os peregrinos a caminho de Fátima!












Durante os próximos dias estaremos na estrada, com o CVOM - Corpo de Voluntários da Ordem de Malta, a auxiliar, confortar, recuperar e incentivar os peregrinos que demandam o Santuário de Fátima.
Se vai para a estrada, redobre a sua atenção, ajude e incentive a fazer este caminho; um caminho de fé e devoção, mas também de tolerância, respeito pelas razões e convicções do outro, de liberdade e solidariedade.

Na quinta-feira, 10 de Maio, visitámos o Posto de Assistência da Azambuja