Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Este belo forte, localizado junto à praia do Tamariz, no Estoril, denominado Forte da Cruz, porque foi edificado no local das ruínas do forte de defesa da costa atlântica do Séc. XVII que tinha o nome de Forte de Santo António da Cruz, é a residência oficial de Verão do Embaixador da Ordem de Malta em Portugal. A Chancelaria da Ordem, tem a sua sede na Rua da Junqueira, em Lisboa.
De estilo neo-medieval de inspiração Toscana, foi edificado em 1895 a traço do Arquitecto italiano Cesar Ianz. No entanto, não é propriedade da Ordem de Malta, nem das suas actuais estruturas representativas. É propriedade dos descendentes do professor e deputado Doutor António Faria de Carneiro Pacheco, que, por sua vez, o adquiriu a herdeiros de João Martins de Barros, que o mandou edificar.

Contudo, este Forte, que actualmente está em processo de recuperação, restauro e remodelação, para além de belíssimo, destaca-se na agradável paisagem do Estoril, frente ao mar, e, por isso, muito beneficiam as actuais estruturas representativas da Ordem em promover aí eventos e em ter a sua bandeira asteada em estrutura que muito suscita a curiosidade pela história da Ordem e, nomeadamente, pelo seu papel, legado e actualidade em Portugal.

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Um dos dois Palácios localizados na Rua de S. José, em Lisboa, e que alberga hoje o Centro de Apoio Social de Lisboa (CASL), onde ainda se pode observar o brasão de Malta na fachada principal, foi construído no século XIX, chegando a ser a sede da Ordem de Malta em Portugal. Pegado encontra-se o Palácio do Conde de Magalhães e um jardim comum, classificados como Monumento Nacional.


Com a extinção das Ordens Religiosas em 1834, o primeiro passou a integrar a Fazenda Nacional, vindo a ser ocupado pelo Governo Militar de Lisboa. Juntou-se-lhe depois o segundo em 1948, com a aquisição pelo Ministério da Guerra à Marquesa de Santa Cruz dos Manuelles, filha e herdeira do Conde de Magalhães.
Ambos os Palácios foram assim apropriados e utilizados pela Cooperativa Militar até finais de 1998, data em foram transferidos para o IASFA fazendo parte do património do Ministério da Defesa Nacional.


O Palácio ainda hoje denominado Palácio da Ordem de Malta é, pelo que se acaba de referir, elemento de grande importância para a história e entendimento da história da Ordem de Malta em Portugal. Pelo que os seus actuais responsáveis devem fazer os possíveis para que a sua integridade e elementos distintivos sejam mantidos e que, com regularidade, se possibilite evocar a sua importância para a Ordem.

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

Marcos de Malta fundamentais na resolução de diferendo sobre os limites de Urrô com Rossas, no concelho de Arouca



Recentemente, acompanhamos os senhores presidentes da Junta e Assembleia de Freguesia de Rossas (nas fotos), antiga Comenda da Ordem de Malta, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro, no sentido de ajudar a esclarecer uma questão sobre a delimitação desta freguesia com a vizinha freguesia de Urrô, levantada aquando da realização dos inquéritos para os últimos Censos.

A questão, à semelhança doutras anteriores sobre o mesmo assunto, desta feita, foi despoletada pelo próprio presidente da Junta de Freguesia de Urrô, ao impedir os recenseadores de realizarem inquéritos em determinadas casas localizadas dentro dos limites da antiga Comenda e actual freguesia de Rossas. Para além de desconhecer a existência dos marcos implantados no terreno desde 1630, com a cruz oitavada de Malta e data de 1629 em relevo, aquele autarca revelou ainda desconhecer os Autos lavrados aquando da Demarcação, bem como a sua simples localização actual nos Arquivos da Universidade de Coimbra. O que se lamenta profundamente, uma vez que as autoridades daquela freguesia foram então convocadas para a Demarcação e nela participaram como consta dos referidos Autos, demarcando também assim a sua própria circunscrição no que toca aos limites com Rossas.

Com a nossa colaboração e com recurso a um trabalho realizado por Dom Domingos de Pinho Brandão, em 1950, bem assim como outro que temos actualmente em curso, não só se identificaram e fotografaram os marcos antigos, como também se verificou estarem estes de acordo com a localização original, constante do Auto lavrado em 1630.
Constatou-se assim, pela conformidade com os marcos implantados no terreno, a letra dos Autos de 1630 e 1656, e pela não apresentação de qualquer documento em contrário, que, neste diferendo e na área a que se circunscreve, assiste razão, mais do que documentada e comprovada, à freguesia de Rossas.

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

A Presença dos Hospitalários em Portugal

Da autoria da Professora Doutora Paula Pinto Costa, Especialista em História Medieval, dedicando especial atenção ao estudo da Ordem de Malta ou dos Hospitalários, A presença dos Hospitalários em Portugal é uma obra que aborda de forma sintética da origem e evolução histórica da Ordem de S. João de Jerusalém, do Hospital, ou de Malta, como mais vulgarmente é conhecida. Partindo de uma apresentação da instituição na sua dimensão internacional, salienta-se o paralelismo entre a cruzada e a criação da própria Ordem e destacam-se as missões prioritárias que desenvolveu, sobretudo no domínio sócio–caritativo.

Por força do seu surgimento em Jerusalém, a Ordem do Hospital foi envolvida em cenários de guerra, que exigiram a adaptação das suas estruturas internas e a deslocação sucessiva dos seus órgãos centrais de governo.

No que toca à presença dos Hospitalários em Portugal, o livro reflecte sobre a sua instalação no Condado Portucalense e a organização que os freires implementaram no Priorado de Portugal, destacando o exemplo de Belver. A Ordem mostrou-se particularmente empenhada na intervenção em certos contextos políticos, em função dos compromissos pessoais que aproximavam alguns dos freires dos círculos do poder monárquico. Esta circunstância, aliada à formulação centralizada do Estado Moderno, deu lugar ao estabelecimento de um plano de controlo da Ordem e de submissão à coroa, que se manifestou na conversão dos Priores em administradores, escolhidos pela monarquia. A obra pode ser adquirida na Editora Ramiro Leão

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Blog Oficial da Ordem de Malta em Portugal

(clicar na imagem)


Foi recentemente criado pelas actuais estruturas representativas da Ordem em Portugal o seu próprio blog. Saudamos, pois, a iniciativa dos seus actuais representantes em dar assim nota regular das suas actividades.

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

PERCURSO PEDONAL EM ROSSAS

Um calcorrear pelo passado histórico
da antiga Comenda da Ordem de Malta


Organizado pelo Grupo Cultural e Recreativo de Rossas (GCRR) teve lugar na manhã do Domingo, dia 6 de Setembro, uma caminhada pela Freguesia de Rossas, percorrendo alguns dos principais sítios com raízes históricas nesta antiga Comenda da Ordem de Malta. Paralelamente decorreu uma prova de BTT por trilhos rurais dentro da mesma Freguesia.Orientada pelo dr. António Jorge Brandão de Pinho, esta caminhada foi um autêntico calcorrear pelo passado histórico desta Freguesia e que foi agradável e culturalmente enriquecido por um vasto conjunto de interessantes dados históricos por ele recolhidos, através de um trabalho de investigação histórica que, oportunamente será publicado em livro.



Nessa manhã, a actividade física concretizada na caminhada ao longo de parte do percurso do rio Urtigosa, passando por meio de milheirais, subindo encostas, observando paisagens, parando em moinhos, lagares de azeite, fontanários ou casas senhoriais de antigamente, foi acompanhada e enriquecida com interessantes dados históricos referentes aos locais por onde os caminhantes iam passando.





Foi assim que os cerca de 4 dezenas de caminhantes puderam conhecer alguma da história da Casa de Terçoso e a curiosa lenda, a ela ligada, sobre o escravo Virgolino, trazido de Moçambique e que terá morrido dentro de um tonel de vinho dando assim origem ao dito popular “Quem me comeu a carne, também me há-de chupar os ossos”.

Um momento verdadeiramente cultural e que terá, certamente, surpreendido muitos dos caminhantes, foi a entrada no pequeno Museu de Arte Sacra, situado no rés do chão da Residência Paroquial e que é fruto da recolha iniciada e motivada pela preocupação pela preservação do património local de um dos últimos párocos de Rossas, o Pe. José da Rocha Ramos.


Por entre uma rica colecção de paramentos e de outras diversas alfaias religiosas, Brandão de Pinho chamou a atenção para a presença de um crânio aí exposto, aproveitando para fornecer interessantes dados biográficos sobre o último capitão da Ordem de Malta em Rossas, Feliciano António Ferreira de Vasconcelos, enterrado no adro da igreja paroquial, em 1873, de onde terá sido recuperado o referido crânio, já em finais do século passado.

Leia mais sobre esta caminhada na edição em papel do Semanário Discurso Directo, a sair na próxima 6ªfeira.
por Prof. José Cerca, in
Do Meu Mirante

Domingo, 26 de Julho de 2009