sábado, 28 de março de 2015

Visita à Igreja de Santa Luzia e São Brás

Participantes atentos às explicações do orientador Dr. Jorge de Matos
Durante a tarde deste sábado, acompanhámos a visita de estudo dos participantes nos Cursos Livres de Introdução à Heráldica e de Cavalaria Espiritual e Tradição Literária, ministrados na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova à Igreja de Santa Luzia e São Brás, em Lisboa. Muitas das temáticas abordadas naqueles cursos encontram a sua tradução prática e ainda vivenciada neste templo que, embora de traça simples, tem uma história que remonta aos primórdios da Nacionalidade e é hoje a sede da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta, herdeira das tradições hospitalárias, assistenciais, religiosas e culturais da Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, em Portugal.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Grão-Mestre da Ordem de Malta em Portugal

Nos próximos dias 28, 29 e 30 de Abril, Sua Alteza Eminentíssima o Príncipe e Grão Mestre da Ordem de Malta, Frà Mattew Festing, estará de regresso a Portugal. Desta feita, ao Norte do País e muito particularmente ao Mosteiro de Leça do Balio, primeira sede da Ordem de Malta, então dita de S. João do Hospital de Jerusalém, em Portugal, onde receberá os votos perpétuos de Frà Ruy Villas-Boas (Guilhomil), como Cavaleiro Professo.
Depois de ter proferido votos temporários em 2012, S.E. o Senhor Embaixador Eng. D. Ruy Gonçalo de Valle Peixoto de Villas-Boas (Guilhomil), irá agora proferir os votos perpétuos como Cavaleiro Professo, facto que só encontra paralelo na história dos Cavaleiros Portugueses se remontados cerca de dois séculos de história.
 
Grão Mestre Frà Matthew Festing com Sua Santidade o Papa Emérito Bento XVI
 
Grão Mestre Frà Matthew Festing com Sua Santidade o Papa Francisco
 
Grão Mestre Frà Matthew Festing com S.E. o Presidente da República, Doutor Cavaco Silva
aquando da Visita de Estado a Portugal realizada em 2010
 

D. Ruy Villas-Boas junto à imagem de S. João Baptista, patrono da Ordem de Malta

D. Ruy Villas-Boas a proferir os votos temporários enquanto Cavaleiro de Justiça,
perante Sua Alteza Eminentíssima o Príncipe e Grão Mestre da Ordem
 Fonte: Blogue da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses

sexta-feira, 13 de março de 2015

Conde de Albuquerque renova mandato como presidente da Ordem de Malta em Portugal

S.E. o Senhor Conde de Albuquerque, Dr. D. Augusto de Athayde acaba de renovar o mandato, por mais 4 anos, como presidente do Conselho da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta.
A Mesa da Assembleia Geral será agora presidida por S.E. o senhor Professor Doutor D. Gonçalo Pinto de Mesquita da Silveira de Vasconcelos e Sousa (Castelo Melhor), CHD, e S.E. o Senhor Professor Doutor Pedro Mário Soares Martínez, CGM, renova também o mandato à frente do Conselho Fiscal.
 
Conde de Albuquerque
De seu nome completo Augusto Duarte de Andrade Albuquerque Bettencourt de Athayde, (n.08.XI.1965, em Lisboa), D. Augusto de Athayde, tem o título nobiliárquico de 4.º Conde de Albuquerque, que lhe adveio por via materna, com ascendência em São Sebastião, Ponta Delgada, Açores, da naturalidade do 1.º Conde de Albuquerque, e é casado com a Senhora Dona Maria Joana Aouad de Mendonça de Siqueira, 8.ª Condessa de Azambuja. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, exerce a sua atividade profissional como advogado e administrador de empresas.
Admitido como Cavaleiro de Honra e Devoção da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, em 1987, sendo hoje Grã-Cruz de Honra e Devoção em Obdiência, foi o primeiro Embaixador da Ordem em São Tomé e Príncipe (1998-2003) e é  Grã-Cruz da Ordem Melitense. É ainda Consul Honorário da República de Malta nos Açores, Cavaleiro da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro e Grã-Cruz da Ordem Constantiniana de S. Jorge.
 
8.º Presidente da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses
Desde a sua fundação em 31 de Maio de 1899 e até D. Augusto de Athayde, a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta, foi sucessivamente presidida por: D. António de Carvalho e Mello Daun de Albuquerque e Lorena, 6.º Marquês de Pombal; D. Caetano Henriques Pereira de Faria Saldanha e Lancastre, 4.º Conde de Alcáçovas; D. Francisco Maria Martinho de Almeida Manoel de Vilhena, 9.º Conde de Vila Flor; D. Henrique Leite Pereira de Paiva Távora e Cernache, 4.º Conde de Campo Belo; D. Bernardo de Sousa e Holstein Beck, 2.º Marquês de Monfalim; Professor Doutor Martim Eduardo Corte-Real de Albuquerque; e por D. Miguel Rafael Gabriel Xavier Teresa Maria Félix de Bragança, 7.º Duque de Viseu.

segunda-feira, 9 de março de 2015

S. João Baptista e a alusão ao Cordeiro de Deus sob estandarte com a cruz de Malta
Pintura a óleo sobre madeira, século XVIII
(oferecida à Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da OSMM,
pelo Cavaleiro Prof. Doutor João de Figueiroa-Rêgo)


domingo, 1 de março de 2015

Processo de Beatificação de Frá Andrew Bertie

No passado dia 20 de fevereiro foi oficialmente instaurado o processo para a beatificação e canonização do antigo Grão-Mestre da Ordem de Malta  Frá Andrew Bertie. A cerimónia teve lugar a seguir à Santa Missa realizada na Basílica de São João de Latrão, a primeira das quatro basílicas papais de Roma e a mais antiga igreja do Ocidente, presidida por Sua Eminência Reverendíssima o Senhor Cardeal Raymonde Leo Burke, Capelão-Patrono da Ordem de Malta.
 

A este ato solene, massivamente participado por membros da Ordem (cerca de 1300, oriundos de 35 países), sob presidência de Sua Alteza Eminentíssima Frá Matthew Festing, dignou-se assistir S.E. o Presidente da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem de Malta, Senhor Conde de Albuquerque, Dr. Augusto de Athayde.
Este acontecimento é tão mais importante, quando se trata da primeira vez, ao longo dos seus já mais de 900 anos de história, que a Ordem de Malta vê um seu antigo Grão-Mestre proposto para ser elevado à glória dos altares.
Depois do Papa João Paulo II, esta foi a segunda vez na história que a investigação de um processo de beatificação teve a sua abertura oficial nesta Basílica e não no palácio do Vicariato, dada a presença de muitos devotos.
 
Como se processa a beatificação e canonização?
O processo seguirá a portas fechadas, sendo que em aberto estão duas coisas distintas: a beatificação, que consiste no reconhecimento da sua santidade e autorização de culto em âmbito local e; a canonização, que consiste no reconhecimento da sua santidade com a prática do culto universal para toda a Igreja.
De acordo com a constituição apostólica Divinus perfectionis Magister, aprovada em 1983 pelo Papa João Paulo II, assim como com as normas expedidas pela Congregação para a Causa dos Santos, de que é perfeito emérito o Nosso Cardeal Dom José Saraiva Martins, o processo tem uma primeira etapa na diocese em que faleceu Andrew Bertie, a que se segue uma outra em Roma, onde se examina toda a documentação enviada pelo respetivo Bispo diocesano. Após exame profundo da documentação efetuada pelos teólogos e especialistas, competirá a Sua Santidade o Papa declarar a heroicidade das virtudes, a autenticidade dos milagres, a beatificação e/ou a canonização.
A tramitação do processo de santidade de Andrew Bertie, cuja fama de santo se tem vindo a sustentar, passará por algumas etapas distintas. Cinco anos após a sua morte (no caso do Papa João Paulo II, foi menos), qualquer católico ou grupo de fiéis pode iniciar o processo (como foi este o caso, com a petição apresentada pelo atual Grão-Mestre da Ordem). Seguidamente, juntam-se os testemunhos e pede-se a permissão à Santa Sé. Quando se consegue esta permissão, procede-se ao exame detalhado dos relatos das testemunhas, a fim de apurar de que forma a pessoa em questão exercitou a heroicidade das virtudes cristãs. Aos bispos diocesanos competirá a tarefa de investigar acerca da vida, virtudes ou martírio e fama de santidade ou de martírio e/ou milagres aduzidos ao dito Servo de Deus, cuja canonização se pede. Este levantamento de informações é depois enviado à Santa Sé e, então, se o exame dos documentos for positivo, o "Servo de Deus" é proclamado "Venerável". Chegados a este momento, a segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do "Venerável". Se um destes milagres for considerado autêntico, o "Venerável" é considerado "Beato". Se após esta beatificação se verificar um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado "Santo".
 
Fontes e Fotos: Blogue da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, Agência Ecclesia e Site Oficial da Ordem de Malta

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Estatutos fundadores da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de S. João de Jerusalém ou de Malta

 
"Sendo-me presente a solicitação feita pelo marquez de Pombal, para do reino, na qualidade de bailio da Ordem de Malta, e por outros dignitários d'esta, para que seja reconhecida a existência legal à assembléa portugueza da mesma ordem, que desejam organisar no reino com séde em Lisboa;
Attendendo a que os fins benéficos que os impetrantes pretendem realizar, por via da sobredita instituição, a tornam de manifesta utilidade publica e fazem digna da contemplação que similhantes assembléas têem merecido n'outras nações; e
Conformando-me com o parecer do conselheiro procurador geral da corôa e fazenda: hei por bem decretar que fique reconhecida a existência legal à Assembléa dos Cavaleiros Portuguezes da Ordem de S. João de Jerusalém ou de Malta, organisada nos termos e exclusivamente para os fins estabelecidos nos estatutos que fazem parte do presente decreto e baixam assignados pelo presidente do conselho de ministros, ministro e secretário d'estado dos negócios do reino, que assim o tenha entendido e faça executar. Paço das Necessidades, em 25 de maio de 1899.
=REI.=José Luciano de Castro."
 
(Segue a redação dos Estatutos, com 8 artigos)
 
Aprovados pelo Ex.mo Princípe Grão Mestre, e pelo Conselho da Ordem, por Decreto de 13 de junho de 1899. Grão Mestrado em Roma na mesma data. Cavaleiro Da Mosto, Chancheller.
Logar do Sello
Está conforme, Lisboa 23 de junho de 1899.
 
O Bailio Presidente, Marquez de Pombal
O Cavaleiro Secretário, Visconde de Alferrarede

____________
O então Marquês de Pombal, 6.º deste título, era D. António de Carvalho e Mello Daun de Albuquerque e Lorena (n.27.XII.1850, f.25.XI.1911). Assumiu a presidência do Conselho assumiu desde a fundação da Assembleia até ao ano de sua morte, em 1911. Foi Bailio Grã-Cruz de Honra e Devoção da Ordem.
O então Visconde de Alferrarede, 1.º deste título e 1.º Conde de Alferrarede a que foi elevado em 1903, era D. Carlos de Sá Pais do Amaral Pereira de Menezes (n.03.X.1865, f.04.VIII.1909). Foi Cavaleiro de Honra e Devoção da Ordem.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Estatutos das Religiosas Maltezas de S. João da Penitencia da Villa de Estremoz


Doutor João Nunes da Silveira, Conego da Bafilica Patriarcal de Santa Maria de Lisboa, Provifor, e Vigario Geral do Grão Priorado do Crato, &c. Faço faber ás RR. Madres Prioreza, Vigaria, e mais Religiofas do Real Mofteiro de São João da Penitencia da Villa de Eftremoz, que refolvendo o Sereniffimo Senhor Infante D. Pedro, Grão Prior do Crato, reformar os Eftatutos deffe Mofteiro em virtude da faculdade, e poderes, que lhe eftão concedidos pela Santa Sé Apftolica, e fe efpecificão na Bulla Regimini do Beatiffimo Padre Paulo Papa III, e em atenção á muito grande, e notoria neceffidade, que havia defta reforma, não fó para a precifa coherencia, que devem ter os Eftatutos com a Regra novamente reformada pelo mesmo Senhor, mas tambem para a boa confervação, e augmento efpiritual, e temporal deffe mefmo Mofteiro, me mandou os novos Eftatutos, e me ordenou fizeffe logo dar à execução a fua prompta, e fiel obfervancia por meio do feu Real Decreto, cujo theor he o feguinte: = Por me conftar que os Eftatutos antigos das Religiofas Maltezas de Eftremoz não eftavão accommodados ao novo governo, e fujeição, em que actualmente fe achão, nem coherentes com a Regra das mefmas Religiofas novamente reformada por minha Real ordem, fui fervido mandar fe reformaffem os ditos Eftatutos, ou fe fizeffem de novo os que baixão com efte Decreto, e ordeno que fe cumprão, e guardem como nelles fe contém. O meu Provifor do Crato o tenha affim entendido, e mande paffar as ordens neceffarias para a fua pontual obfervância, e execução. Belém 27 de Dezembro de 1761. Com huma Rubrica do Sereniffimo Senhor Infante.=
Segue a redação dos novos Estatutos, lavrados em 50 páginas.
Os novos Estatutos foram aceites e publicados em 01 de janeiro de 1762.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Missa de Cinzas na Sé Catedral de Lisboa

Aspecto da celebração com as armas do Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa em fundo
 
Perspectiva da Delegação da Ordem de Malta, junta ao altar da celebração
 
Uma delegação da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, dignou-se participar na Santa Missa de Cinzas, que teve lugar na passada quarta-feira, dia 18 de fevereiro, na Sé Catedral de Lisboa.
Não fosse já a relevância desta Santa Missa, que assinala o primeiro dia da quaresma do calendário cristão ocidental, somou-se o facto desta ter sido a primeira missa celebrada em Portugal por Sua Eminência Reverendíssima o Senhor Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente, após ter sido investido na dignidade cardinalícia.

Fotos: Patriarcado de Lisboa

sábado, 14 de fevereiro de 2015

D. Manuel Clemente elevado a Cardeal da Igreja

Cardeal D. Manuel Clemente após a imposição do barrete e
entrega do anel e bula por Sua Santidade o Papa Francisco
Uma delegação da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta assistiu hoje, in loco, à elevação de D. Manuel Clemente, 17.º e atual Patriarca de Lisboa, com o título de D. Manuel III, a cardeal-presbítero da Igreja.
O rito de imposição do barrete e da entrega do anel e da bula de criação cardinalícios a D. Manuel Clemente decorreu na Basília de São Pedro, no Vaticano, Roma. O agora denominado Cardeal-Patriarca de Lisboa, 44.º Cardeal da história da Igreja portuguesa, foi investido com o título de Santo António in Campo Marzio (título cardinalício), vinculado à Igreja de Santo António dos Portugueses, sendo o segundo detentor deste titulus instituído em 21 de fevereiro de 2001, por Sua Santidade o Papa João Paulo II.
 
A primeira Missa celebrada por D. Manuel Clemente terá lugar, precisamente, na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, segunda-feira, dia 16 de fevereiro, pelas 11h30 (hora de Roma).
 
De regresso a Portugal, a primeira celebração do novo cardeal vai decorrer na Sé de Lisboa, a 18 de fevereiro, pelas 19h00, com a Missa de Quarta-feira de Cinzas. A 22 de fevereiro, D. Manuel Clemente vai proferir a primeira catequese quaresmal, no Mosteiro dos Jerónimos, pelas 16h30, a que se segue uma sessão de apresentação de cumprimentos, aberta a todos os que desejarem participar.
 
O Brasão de Armas de D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, tem a seguinte leitura heráldica: escudo de prata, com cruz latina de vermelho carregada, no cruzamento dos braços, de uma estrela de oito raios de ouro. O escudo assente sobre a cruz arquiepiscopal (patriarcal) de ouro, com pedraria de vermelho, encimada pelo galero de 30 borlas, como é uso dos Patriarcas da Igreja Latina, de púrpura (aqui indistintamente executada) como é próprio do Patriarca de Lisboa. Sotoposto ao escudo, listel branco com o lema episcopal (latino) em maiúsculas “IN LUMINE TUO”.
 
Fontes: TVI24 e Wikipédia

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Missas de Sufrágio por Sua Magestade o Rei D. Carlos e Sua Alteza Real o Príncipe D. Luís Filipe


No próximo domingo, dia 1 de fevereiro, assinala-se o 107.º Aniversário do Regicídio. Por esta ocasião e para assinalar a efeméride, a Real Associação de Lisboa e a Real Associação do Porto, como já vem sendo tradição, mandam rezar Missas de Sufrágio por Sua Magestade o Rei Dom Carlos e Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe, que terão lugar pelas 12h00, na Igreja de São José das Taipas, no Porto, e pelas 17h00 na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.
 
Para a Ordem de Malta, que naturalmente se associa a assianalar esta efeméride, este é também um momento de evocar e homenagear Sua Magestade o Rei D. Carlos, primeiro Presidente de Honra da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, fundada em 1889.