sábado, 29 de junho de 2013

Sua Santidade o Papa recebeu o Grão-Mestre da Ordem de Malta


Mantendo a tradição do encontro entre os dois Chefes de Estado, no dia em que se comemora o nascimento de São João Batista, Sua Santidade o Papa Francisco recebeu em audiência o Príncipe e Grão-Mestre da Ordem de Malta Fra' Matthew Festing.
A crise económina e financeira e as emergências humanitárias relacionadas com os conflitos em curso, nomeadamente, a situação preocupamente na Síria, foram os principais pontos da reunião. Fra' Matthew Festing deu a conhecer a Sua Santidade as muitas atividades humanitárias realizadas em todo o Mundo, nomeadamente no Médio Oriente e em África, e deixou o compromisso do apoio à população necessitada dos países da América do Sul.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Inauguração da Capela de Sant'Anna, sede espiritual dos Cavaleiros residentes nos Açores

No passado dia 09 de junho, no contexto das Cerimónias que tiveram lugar na ilha de São Miguel, Açores, foi inaugurada a remodelação da seiscentista Ermida de Sant’Anna, sita no extremo sudoeste do Jardim da Fundação Jardim José do Canto, na qual os Cavaleiros de Malta residentes nos Açores passarão a reunir-se para proceder aos seus exercícios espirituais e para terem uma base para a projeção da sua ação nos Açores.
Na mesma ocasião, S.E. o Senhor Conde de Albuquerque, conjuntamente com SAR o Senhor Duque de Viseu e com S.E. o Senhor Embaixador da Ordem de Malta em Portugal, procedeu ao descerramento e à inauguração dos quadros dos quatro Príncipes e Grão-Mestres portugueses da Ordem Soberana Militar de Malta.
Seguidamente foi hasteada a bandeira da Ordem de Malta no mastro lateral da Igreja, marcando assim e deste modo simbólica e efetivamente a presença da Ordem de Malta nos Açores.
Para além da importância para as atividades espirituais dos Cavaleiros da Ordem residentes nos Açores, esta Capela será também um importante espaço de conhecimento e divulgação de aspetos histórico-culturais da Ordem, nomeadamente, dos Quatro Grão-Mestres Portugueses, através das belas reproduções dos retratos e respetivos brasões, que aí se encontram patentes.
 


 
Mais fotos e desenvolvimentos no blog da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cerimónias Religiosas e Culturais em Lisboa

 
Para comemorar os 900 Anos da Ordem Soberana Militar de Malta, a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses  tem vindo a desenvolver várias iniciativas de caracter cultural e espiritual que se prolongarão até ao final de 2013.
Nesse âmbito, e também para assinalar e celebrar o dia do Santo Patrono São João Baptista, terão lugar duas importantes Cerimónias Religiosas e Culturais no próximo dia 23 de Junho na cidade de Lisboa.

Missa Solene
Igreja de S. Roque - Largo de São Roque, em Lisboa, às 11:00 horas
Presidida pelo Capelão Grã – Cruz Conventual Ad - Honorem – S. E. R. o Bispo de Portalegre – Castelo Branco, D. Antonino Dias.
Coro de Câmara de Lisboa sob a Direcção da Maestrina Teresa Marques
Acompanhamento Musical do Maestro Armando Vidal
Cerimónia transmitida em directo pela TVI

Concerto
Igreja de Nossa Senhora do Loreto – Largo do Chiado, em Lisboa, às 15:30 horas
Concerto de Musica Sacra / Te Deum
Orquestra Sinfónica da G.N.R
Coro Novem Centum Annis
Cantores Líricos – Conceição Seabra Galante, Joana de Siqueira e Nuno de Vilallonga e participação do Tenor Bruno de Menezes Ribeiro
Hora prevista para términus destas Cerimónias - 17h00
 
A Ordem de Malta teve a sua origem num pequeno hospício fundado em Jerusalém, por volta de 1070, para albergar os peregrinos que demandavam aquelas paragens.
Em 1113 foi aprovada a instituição do Hospital de São João, pela bula do Papa Pascoal II, Pie Postulatio Voluntatis.
Em Portugal, a Ordem do Hospital de São João marcou presença desde a fundação da nacionalidade, contribuindo para a consolidação e afirmação da entidade nacional Portuguesa.
Ao longo de nove séculos de vida, a Ordem Soberana Militar de Malta afirmou-se no Conserto das Nações como um ente político e internacionalmente soberano, Sujeito de Direito, tendo por finalidade principal a de servir aqueles que sofrem e os mais carenciados numa perspectiva Cristã e solidária, de dignificação do Homem.
A Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana Militar de Malta, Pessoa Colectiva de Utilidade Pública e Instituição Particular de Solidariedade Social, com Sede em Lisboa, foi fundada em 1899, tendo sido o seu primeiro Presidente de honra El-Rei D. Carlos I.
Tem desenvolvido Obras Assistenciais em prol dos mais desfavorecidos, nomeadamente na área da assistência médica e da formação, do Norte a Sul do País, ao abrigo do Espírito Cristão baseado nas duas premissas Obsequium Pauperum e Tuitio Fidae.
A Cruz branca oitavada, símbolo da Ordem Soberana Militar de Malta, é uma referência universal, de Paz, de Concórdia e de Amor Cristão.

domingo, 16 de junho de 2013

Cerimónias de Investidura de Novos Membros e Comemoração dos 900 Anos, em Ponta Delgada.

Nos passado dia 8 deste mês teve lugar a Cerimónia de Investidura de Novos Membros e Comemoração dos 900 anos da Ordem Soberana e Militar de Malta. A cerimónia, bastante concorrida, teve lugar na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e São José, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
Com a devida vénia à Câmara Municipal de Ponta Delgada, apresentamos algumas fotos:
 



 
Noticia completa das cerimónias e fotos oficiais no blog da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses.

sábado, 15 de junho de 2013

Ex-Líbris de Cavaleiros da Ordem de Malta

Por ocasião das Cerimónias de Investidura de Novos Membros e Comemoração dos 900 Anos da Ordem Soberana e Militar de Malta, que recentemente tiveram lugar em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, a Academia Portuguesa de Ex-Líbris organizou uma exposição intitulada "Ex-Líbris de Cavaleiros Portugueses da Soberana Militar e Hospitalária Ordem de S. João de Jersualém, de Rodes e de Malta e de agraciados com a Ordem pró-Mérito Melitense".
Com a devida vénia à Academia Portuguesa de Ex-Líbris, apresentamos aqui alguns exemplos dos Ex-Líbris em exposição:
 

 








 



terça-feira, 4 de junho de 2013

António de Oliveira Pinto da França (1935-2013)

Cavaleiro de Graça e Devoção e Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Ordem de Malta, S.E. o Embaixador António Pinto da França não recuperou de uma grave queda registada há cerca de um mês e faleceu esta terça-feira em Lisboa. O seu corpo encontra-se em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, e o funeral realiza-se esta quarta-feira, a partir das 15h00.
 
António Pinto da França, natural de Matosinhos, onde nasceu a 12 de setembro de 1935, e licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa (1960), enquanto Embaixador representou Portugal em diversos países. Carreira diplomática que iniciou em Jacarta como Encarregado de Negócios (1965-1970), antes de ser colocado na embaixada da delegação portuguesa junto do Conselho da NATO, em Bruxelas (1970-1974) e concluiu junto do Vaticano. Enviado especial do ministro dos Negócios Estrangeiros para negociar a libertação dos militares portugueses ainda detidos em Timor, Pinto da França exerceu pela primeira vez funções de embaixador na Guiné-Bissau, entre 1977 e 1979. Na sua intensa atividade diplomática regista-se ainda o cargo de embaixador em Luanda (1983-88), tendo depois chefiado as representações diplomáticas de Portugal na Alemanha e Santa Sé.
Autor de diversas obras onde descreve com particular detalhe a sua experiência profissional e o contacto com outras culturas, foi agraciado com diversas condecorações oficiais, incluindo a Grã-Cruz da Ordem de Cristo e a Grã-Cruz da Ordem de Mérito.
De uma singular afabilidade de trato, o Embaixador António Pinto da França vinha ainda exercendo, desde 2006, o cargo de Chanceler das Ordens de Mérito Civil.
 
É para nós, confrades e amigos, uma perda irreparável. Que a sua alma descanse em paz!
Apresentamos sentidas condolências à família.

sábado, 1 de junho de 2013

Grão-Priores da Ordem de Malta


 
Este sábado revisitámos os Governadores do Priorado de Portugal da Ordem de Malta, primeiramente denominados Priores do Hospital, depois, Priores do Crato e, por fim, Grão-Priores do Crato.

domingo, 26 de maio de 2013

Visitações Gerais

 
Este fim de semana revisitámos as Visitações Gerais às Comendas de Barró, Rossas, Frossos, Rio Meão, Vila Cova à Coelheira, Oliveira do Hospital, Trancoso, Aldeia Velha, Covilhã, Oleiros, Álvaro, Estreito, Elvas e Montoito, Vera Cruz e Portel, Santarém, Torres Vedras, Torres Novas e Landal, realizadas na primeira metade do século XVIII.

sábado, 18 de maio de 2013

D. Manuel Clemente, Grã-Cruz Pro Piis Meritis da Ordem de Malta, nomeado Patriarca de Lisboa

 
De seu nome completo Manuel José Macário do Nascimento Clemente, Sua Excelência Reverendíssima Dom Manuel Clemente, atual Bispo da Diocese do Porto, nascido a 16 de Julho de 1948, na freguesia de São Pedro e Santiago, em Torres Vedras, pertencente à Diocese de Lisboa, foi recentemente nomeado, por Sua Santidade o Papa Francisco, Patriarca de Lisboa, cargo de que tomará posse e fará entrada solene no dia 7 de julho. Proximamente, no primeiro Consistório, será criado Cardeal da Igreja, passando então a designar-se Sua Eminência Reverendíssima Cardeal-Patriarca de Lisboa.
 
Dom Manuel começou por se formar em História na Faculdade de Letras de Lisboa, mas, correspondendo ao apelo para servir a Igreja de Pedro, entrou no Seminário Maior dos Olivais em 1973. Formou-se em Teologia na Universidade Católica de Lisboa, em 1979, onde foi professor de História da Igreja, presidiu ao Centro de Estudos de História Religiosa e obteve, em 1992, o Doutoramento em Teologia Histórica. Entre 1989 e 1999 foi Vice-Reitor do Seminário Maior do Cristo-Rei dos Olivais.
Em 06 de novembro de 1999 foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, por Sua Santidade o Papa João Paulo II, tendo já o título de bispo titular de Pinhel (1999-2007). A sua ordenação episcopal, sob o lema In Lumine Tuo, teve lugar em 22 de janeiro de 2000, por Dom José da Cruz Policarpo, seu antigo professor e atual Cardeal-Patriarca de Lisboa. Em 22 de fevereiro de 2007, foi nomeado bispo da Diocese do Porto, onde deu entrada solene em 25 de março desse mesmo ano.
É autor de uma vasta obra historiográfica, com destaque para títulos como: Portugal e os Portugueses e Um só propósito publicados em 2009. Igreja e Sociedade Portuguesa, do Liberalismo à República e Nas Origens do Apostolado Contemporâneo em Portugal — A Sociedade Católica (1843–1853).

Considerado uma das personalidades mais influentes de Portugal, segundo o semanário "Expresso", «D. Manuel Clemente tem perfil, talento e diplomacia de sobra para lidar com os desafios que lhe surgirem pela frente. Quase a completar 65 anos, está longe da idade da reforma. A sua voz dentro da Igreja e na sociedade é ouvida com atenção, o seu perfil de intelectual e a abertura para o diálogo valeram-lhe várias distinções muito para além dos muros da Igreja». Entre outras distinções, em 11 de Dezembro de 2009, foi galardoado com o Prémio Pessoa, sendo o primeiro dignitário da Igreja a receber esta distinção. Em 25 de abril de 2011 foi agraciado com a Medalha Municipal de Honra da cidade do Porto. Em 12 de dezembro de 2012 foi agraciado com a Grã-Cruz Pro Piis Meritis, uma das mais altas distinções honoríficas concedidas pela Ordem Soberana Militar de Malta.
 
S.E. o Sr. Conde de Albuquerque com S.E.R. Dom Manuel Clemente, por ocasião da imposição das insígnias da Grã-Cruz Pro Piis Meritis, em 12 de Dezembro de 2012.
 
Mensagem de D. Manuel Clemente aos diocesanos de Lisboa

Caríssimos diocesanos do Patriarcado de Lisboa

Por nomeação do Santo Padre, o Papa Francisco, regressarei a Lisboa em julho próximo, para vos servir como Bispo Diocesano. É um regresso enriquecido por quanto aprendi na Igreja Portucalense, na grande generosidade e aplicação dos seus membros, a tantos títulos notáveis. Como sabeis, não é a primeira vez que um bispo portucalense continua o seu ministério entre vós: assim aconteceu designadamente com D. Tomás de Almeida, que daqui partiu para ser o primeiro Patriarca de Lisboa, em 1716.
De Lisboa trouxe eu para o Porto cinquenta e oito anos de vida convivida, como leigo e ministro ordenado, sob o pastoreio dos Cardeais Cerejeira, Ribeiro e Policarpo. De todos eles guardo larga e agradecida recordação, em especial do Senhor D. José Policarpo, de quem fui aluno e depois colaborador próximo no Seminário dos Olivais e no serviço episcopal, muito ganhando com a sua amizade, inteligência e conselho. A ele dirijo neste momento palavras sentidas de muita gratidão e estima, sabendo que posso contar com a sua sabedoria e experiência. Do Porto levo para Lisboa mais seis anos, plenos de vida pastoral intensa nesta grande Igreja e região, quer no dia a dia das suas comunidades cristãs, quer no dinamismo cívico e cultural dos seus habitantes e instituições.
Assim vos reencontrarei. As minhas palavras vão cheias do grande afeto que sempre mantive por todas e cada uma das terras e populações que, de Lisboa a Alcobaça e do Ribatejo ao Atlântico, integram o Patriarcado de Lisboa. Falo das comunidades cristãs e de quantos, ministros ordenados, consagrados e fiéis leigos, nelas dão o seu melhor nas diversas concretizações apostólicas. Falo das associações de fiéis e movimentos, dos institutos religiosos e seculares, das famílias, das instituições e iniciativas de todo o tipo em que a seiva evangélica dá bom fruto. E refiro-me também a todas as realidades sociais e cívicas onde se constrói aquele futuro melhor, justo e solidário de que ninguém de boa vontade pode e quer desistir. Da minha parte, contareis com tudo o que puder, n’ Aquele que nos dá força (cf. Fl 4, 13).
Saúdo com grande amizade os Senhores D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás, bem como todos os membros do cabido e do presbitério, do diaconado e dos serviços diocesanos, dos seminários, paróquias, institutos, associações e movimentos: Todos juntos, na complementaridade dos carismas e ministérios que o Espírito distribui, seremos o Corpo eclesial de Cristo, para que o seu programa vivamente continue, como o enunciou na sinagoga de Nazaré:«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres…» (cf. Lc 4, 18 ss).
Vosso irmão e amigo, com Cristo e Maria,
+Manuel Clemente
Porto, 18 de maio de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quinhentos Anos do Foral Manuelino de Oleiros

No ano em que se celebram 500 anos da atribuição do foral manuelino a Oleiros, aquele município volta a promover a Feira Quinhentista, já nos próximos dias 31 de maio, 1 e 2 de junho de 2013. A edição deste ano inclui ainda o lançamento de um livro sobre o Foral Manuelino de Oleiros, atribuído a 20 de outubro de 1513, da autoria de Leonel Azevedo, professor doutor, natural do concelho de Oleiros.
Incontornável na história de Oleiros é o facto de ter sido uma vila pertencente à Ordem de Malta. Por carta régia de 13 de junho de 1194, D. Sancho I, sua esposa, a rainha D. Dulce e respetivos infantes, doaram a D. Afonso Pelágio, Prior da Ordem do Hospital, e a todos os irmãos desta Ordem, uma terra à qual deu o nome de Belueer (Belver), além de vastos domínios territoriais nas duas margens do Tejo, entre os quais se compreende Oleiros. Anos volvidos, tais territórios foram integrados no Grão-Priorado do Crato da Ordem do Hospital. A 6 de dezembro de 1232, D. Mendo Gonçalves, Prior do Crato concedeu novo foral à vila oleirense. Centúrias depois, em 20 de Outubro de 1513, D. Manuel I renovou aquele foral, fazendo com que Oleiros e constituísse, definitivamente, como terra autónoma, ação extensível ao vizinho concelho de Álvaro, que hoje integra o concelho de Oleiros.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Quinhentos Anos do Foral Manuelino da Sertã

Neste ano de 2013, cumprem-se os 500 anos da atribuição do Foral manuelino à vila da Sertã, em 20 de outubro de 1513.
Incontornável na história da Sertã, é o facto de ter pertencido à Ordem de Malta. Começou por ser doada à Ordem dos Templários no conjunto de terras limitadas pelo rio Tejo e o rio Zêzere. No entanto, a posse da Sertã pelo Templo manteve-se apenas entre 1165 e 1174, já que neste ano o primeiro rei português a transferiu para as mãos da Ordem do Hospital, vindo a ser uma das principais vilas desta Ordem.
O Foral da Sertã inicia-se com a identificação do rei D. Manuel I e do local a que se refere o documento: a Vila da Sertã. Estabelece uma inventariação das terras e dos respectivos proprietários: A Ordem do Hospital. Na parte final do documento refere-se a sua elaboração em três cópias com destinos diferentes: uma para o Concelho, outra para a Ordem do Hospital e outra para a Torre do Tombo. Nenhuma das três cópias subsistiu até à atualidade, existindo apenas o registo no “Livro dos Forais Novos da Beira” e a transcrição do “Livro dos Forais, doações, privilégios e inquirições da Ordem de Malta”.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Investidura de Dom Duarte Pio de Bragança (n.15.V.1945, em Berna), pretendente ao Trono de Portugal, Chefe da Sereníssima Casa de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Processo de Beatificação de Frei Andrew Bertie

De seu nome completo Andrew Willoughby Ninian Bertie (n.15.V.1929; f.7.II.2008) e nacionalidade britânica, foi o 78º Grão-Mestre da Ordem Soberana, Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, de Rodes e Malta, com o título de Sua Alteza Eminentissima, Principe e Grão-Mestre - Mais Humilde Guardião dos Pobres de Jesus Cristo, dignidade que ocupou desde 1988 até à sua morte em 7 de Fevereiro de 2008.
Aquando de uma das suas visitas a Portugal, em 29 de junho de 1990, foi condecorado com o Grande Colar da Ordem do Infante D. Henrique, Ordem honorífica, que visa distinguir a prestação de serviços relevantes a Portugal, no País ou no estrangeiro ou serviços na expansão da cultura portuguesa, da sua história e dos seus valores.

 
S.A.E. o Grão-Mestre Frà Andrew Bertie com Sua Santidade o Papa Bento XVI
Beatificação e Canonização de Frà Andrew Bertie
Recentemente, a Ordem Soberana Militar de Malta apresentou uma petição para a Beatificação e Canonização de S.A.E. o Grão-Mestre Frà Andrew Bertie.

Assembleia Portuguesa regozija-se com este Processo
Desde que em 7 de Fevereiro de 2008, S.A.E. o Príncipe e Grão Mestre Frei Andrew Bertie regressou à Casa do Pai, a sua memória por entre os fiéis alimentou a «"Fama sanctitatis"; por essa razão a Ordem Soberana Militar de Malta constituiu-se na qualidade de ator da Causa de Beatificação e de Canonização de Frei Andrew Bertie. Cinco anos decorridos após a morte deste Servo de Deus, esta Postulação apresentou o "supplex libellus" ao Tribunal Diocesano do Vicariato de Roma, solicitando deste modo a apresentação desta Causa. Trata-se da primeira vez que é feita a proposta no sentido de reconhecer a Santidade vivida de um Príncipe e Grão Mestre.
O Conselho da Assembleia Portuguesa regozija-se com esta realidade e toma a liberdade de sugerir e recomendar a todos os que tomem conhecimento deste facto que recorram à intercessão de Frei Andrew Bertie para obter graças e milagres de Deus.

domingo, 5 de maio de 2013

1397.V.05- (Évora) El-Rei D. João I outorga Carta de Privilégios à Ordem de S. João do Hospital, concedidos a vinte homens que morarem e povoarem o lugar de Vera Cruz de Marmelar.
 

sábado, 27 de abril de 2013

1386.IV.27- (Chaves) Carta de D. João I, escrita por Martim Gonçalves e endereçada a todos os meirinhos, corregedores, juizes e justiças, na qual, atendendo a frei Álvaro Gonçalves, cavaleiro, Prior da Ordem do Hospital, andar em seu serviço nessa guerra e que lhe era mister as rendas das herdades da Ordem para com elas o servir, mandava que, porquanto os provedores, caseiros, lavradores e serviçais que lavravam e aproveitavam, eram isentos do pagamento de fintas, talhas e de carregos dos concelhos onde moravam, e em seus serviços, os não constrangessem, nem servissem com eles, salvo com o Prior. E outrossim lhes não tomassem bestas, gados, pão e vinho e mais cousas contra suas vontades. E se algumas pessoas o tiverem tomado, que lhe alçassem força e lhes fizessem logo entregar. E mandava que lhe cumprissem esta carta, pois lhe confirmava por esta todas as cartas, privilégios e liberdades que a Ordem havia dos Papas e reis seus antecessores, e lhe fossem guardados todos os coutos e honras, como estava nos ditos privilégios. E mandava a qualquer tabelião que citasse por ela que a dois nove dias parecessem perante os sobrejuizes de sua Corte, e mandava ao seu procurador que os demandasse por seus encoutos.
ANTT - Chancelaria de D. Manuel I, liv. 40, fl. 59

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Festa em Honra de Santa Mafalda de Arouca

 
02 de Maio, 17h00 - Cerimónias Religiosas e Procissão Solene pelas ruas de Arouca, com a representação das Irmandades e Confrarias do concelho de Arouca, dos Cavaleiros de Malta, Monjas e Monges Beneditinos e Cisterciences.
 
Atualização 04.V.2013: Aspeto da Procissão, por Prof. José Cerca
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A propósito da relíquia de S. Brás doada pelos Hospitalários à rainha Santa Mafalda de Arouca

Entre os bens e objectos incluídos no testamento com que morreu a Beata Mafalda de Arouca, dita Rainha e Santa, em 01 de Maio de 1256, constava uma relíquia que lhe fora doada pela Ordem dos Hospitalários e que Dona Mafalda deixou à Ordem dos Franciscanos do Porto. Tratava-se, nada mais, nada menos, que do queixo inferior com três dentes do mártir S. Brás, bispo e santo católico que viveu entre os séculos III e IV na Arménia. Uma das mais significativas relíquias introduzidas em Portugal por esta Ordem.
Festejada a 2 de Maio pela Igreja Católica, a denominada e venerada por rainha santa Mafalda de Arouca foi beatificada pelo Papa Pio VI em 27 de Junho de 1792.
 
Túmulo de ébano e prata onde repousa o corpo da rainha Santa Mafalda
Igreja do Mosteiro de Arouca
Mafalda foi a nona dos onze filhos d’El-Rei D. Sancho I e de Dona Dulce de Barcelona, neta d’El-Rei D. Afonso Henriques e Dona Mafalda de Sabóia, da qual herdou o nome.
Em 1215, Mafalda subiu ao altar com Henrique I de Castela, mas, como alegadamente seriam parentes e eram ambos ainda muito jovens, não se considerou consumado o casamento, sendo dissolvido no ano seguinte. Henrique de Castela faleceu pouco depois, em 1217.
A Infanta Dona Mafalda, que terá nascido entre 1195 e 1196, regressou então a Portugal, onde, pouco depois, se recolheu no Mosteiro de Arouca, de que veio a ser Abadessa e Padroeira.
 
Antes, porém, ainda que por pouco tempo, terá permanecido nas imediações do Mosteiro de Leça do Balio, onde estreitou relações com a Ordem dos Hospitalários então aí sediada. Desta Ordem recebeu as maiores atenções e considerações, como bem se percebe pela doação da importante relíquia do mártir S. Brás. Mas, também dos bons ofícios e até protecção desta Ordem beneficiou Dona Mafalda, nomeadamente, quando teve que se defender de impugnações a disposições testamentárias promovidas pelo seu próprio irmão e futuro rei de Portugal, D. Afonso II.
 
Seu pai, El-Rei D. Sancho I, segundo rei de Portugal, em 1196, doou-lhe o Mosteiro de S. Salvador de Bouças (em Matosinhos) e destinou-lhe também o de Tuias (perto de Amarante). No seu testamento de Outubro de 1210, D. Sancho I legou-lhe o Mosteiro de Bouças – que afinal já era seu – o de Arouca, a herdade de Seia, que fora de sua mãe, e certos montantes em numerário. Após a morte de Sancho I, seu filho, D. Afonso II, impugnou largamente este testamento, sobretudo devido às dádivas de terras acasteladas a suas irmãs Teresa e Sancha. Mafalda, no entanto, apartou-se rapidamente deste diferendo, entregando Bouças e Vilar de Sande à Ordem do Hospital. Em troca, ficou a Infanta Mafalda de Portugal com o usufruto da Comenda de Rio Meão, bem mais próxima do seu Mosteiro de Arouca, onde a Ordem possuía já também a Comenda de Rossas.
 
No próximo dia 2 de Maio e à semelhança do ano transacto, uma delegação da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta deslocar-se-á à vila de Arouca onde participará nas festividades em Honra da Beata Mafalda.

domingo, 21 de abril de 2013

250º Aniversário da Torre dos Clérigos, Porto – A mais emblemática obra de Nicolau Nasoni, artista recomendado pela Ordem de Malta.

Filho de Giusepe Francesco Nasoni e sua mulher Margaretta Rossi, Nicolau Nasoni nasceu em 02 de Junho de 1691 na Toscana, Itália.
Ainda muito jovem Nasoni vai trabalhar numa oficina de Siena, onde aprende pintura, decoração e arquitectura. Teve como mestres Nasini, Franchim e Vicenzo Ferrati.
Com apenas 21 anos é o responsável pelo catafalco para a Catedral de Siena, por ocasião das cerimónias fúnebres de Fernando de Médicis. Trabalho que foi muito apreciado.
Empolgado, Nasoni procura inserir-se melhor no meio artístico. Inscreve-se na academia de artistas – Instituto dei Rozzi, onde é alcunhado “Il Piangollegio”, epiteto evidente pelos retratos que dele chegaram aos nossos dias. A veia artística do jovem Nasoni depressa se revela e, em 1715, é o escolhido pelo Instituto para fazer os trabalhos de decoração para a recepção ao novo arcebispo de Siena, sobrinho do Papa Alexandre VII.
 
Anos mais tarde, ruma à ilha de Malta, onde trabalha o Carro de Marte que desfila no Cortejo do novo Grão-Mestre da Ordem de Malta. De cerimónia em cerimónia, Nasoni causa enorme sucesso quer pela riqueza das decorações quer pela técnica das construções. Uma arte efémera mas que não passa despercebida aos responsáveis da época. Tanto assim foi que Francisco Picolomini o recomendou ao português, culto e faustoso, Dom António Manuel de Vilhena, que então se perfilava para assumir o grão-mestrado da Ordem de Malta.
Uma vez eleito Grão-Mestre, em 1723, Dom António Manuel de Vilhena desafia Nasoni a executar a pintura decorativa dos tectos e corredores do Palácio de Malta. Esta era a verdadeira arte de Nasoni. Utilizando a têmpera e a tela, dominava uma técnica que criou através da perspectiva a ilusão de formas e espaços – pintura ilusionista – fazendo surgir jarrões, flores, panos e colunas, enfim, espaços, cantos e recantos onde eles não existem, nos corredores e tectos do palácio de La Valleta.
 
Enquanto executava este trabalho, muito apreciado, Nasoni estreita relações com o também português Frei Roque Távora e Noronha, cavaleiro de Malta, que o recomendou a seu irmão então deão da Sé do Porto, Dom Jerónimo Távora e Noronha, necessitado de artistas para desenvolver o restauro e melhoramento da Sé do Porto.
Não é conhecida a data exacta em que Nicolau Nasoni chegou à cidade invicta. Sabe-se, no entanto, que em Novembro de 1725 iniciou um trabalho de pinturas na Sé do Porto. Encontrava-se então este edifício de matriz românica em profundas remodelações e foi um dos primeiros edifícios da cidade a sofrer diversas adaptações ao estilo barroco. Segundo um documento redigido entre 1717 e 1741 do Cabido da Sé do Porto, em que alude às grandes obras que se mandaram executar, encontra-se a seguinte nota:
«Para se fazerem com perfeição e acerto todas as obras, e se evitar o perigo de se desmancharem e fazerem 2ª vez por falta de preverem os erros, vieram não só de Lisboa, mas de outros reynos, arquitectos e mestres peritos nas artes a que erão respectivas as obras. Veyo Niculau Nazoni arquitecto, e pintor florentino exercitado em Roma, donde foi chamado a Malta para pintar o pallacio do Grão M(estre)…».

Finda a sua primeira obra nesta cidade, que tanto lhe agradou, Nasoni deixou escrito, em forma de reconhecimento a quem o recomendou, o seguinte: “NICCOLO NASONI FIORENTINO NATURALE DELLA TERRA DI S. GIOVANI VAL DARNO D. SOPRA DIE A DI PINGERE IN QUESTA SE IL 9RE DE 1725 E ORA 1731 E VENE PER MEZZO VENE DEL S.R. DECANO GIROLAMO TAVORA E NOROGNA”.

É durante a execução dos trabalhos na Sé que Nasoni conhece a sua primeira mulher, com quem casou em 1729. Casamento efémero como os seus primeiros trabalhos, no entanto. Natural da Florência, Isabel Castriotto Ricardi, não resiste às complicações com o parto do seu primeiro filho – José Nasoni, que lhe sobreviveu em 25 de Junho de 1730. Porém, Nicolau não permaneceu viúvo por muito tempo. As encomendas sucediam-se e estava agora com um filho nos braços.
O próprio deão Dom Jerónimo de Távora e Noronha promoveu as segundas núpcias de Nasoni com a empregada de companhia de Sua mãe Dona Micaela, a jovem Antónia Mascarenhas Malafaia, que veio de Santo Tirso e teve ascendentes em Arouca.
Sucedeu-se uma carreira de sucesso na região norte do país, com trabalhos notáveis, de que é ex-libris a Torre dos Clérigos de que hoje mesmo passa o seu 250º Aniversário.
 
Retrato de Nicolau Nasoni
Pintura a Óleo, patente na entrada da Torre dos Clérigos
O último e discreto suspiro de Nasoni soou no dia 30 de Agosto de 1773. A Irmandade dos Clérigos Pobres, que anos antes o tinha admitido como membro, encarregou-se de lhe dar sepultura, como era usual fazer com os irmãos:
«… faleceu da Vida pres.te com todos os Sacram.tos o N. Irmão D. Nicolão Nasoni morador na Viella do Paj Ambrosio Freg.ª de Stº Ildefº e foi sepultado nesta igreja sendo asestido p.la Irmandade como pobre e se lhe fiserão os três ofícios como também o da sepultura.».

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Entrega de cópia da Bula fundadora da Ordem de Malta à Assembleia Portuguesa

No dia 3 de Abril e após a celebração da Santa Missa, S.E. o Sr. Dr. Raymond Bondin, Encarregado de Negócios da República de Malta em Portugal, entregou formalmente a S.E. o Sr. Presidente da Assembleia Portuguesa uma cópia da Bula Piae Postulatio Voluntatis, documento fundador da Ordem de Malta outorgado e assinado pelo Santo Padre Pascoal II em Fevereiro de 1113, propriedade do Estado de Malta, encontrando-se depositado na Biblioteca Municipal da cidade de Valetta.
A entrega da cópia da Bula, documento fundador, constitui uma assinalável referência para a Ordem de Malta, esta entrega assume um relevo particular, por nos encontrarmos precisamente no ano em que se celebram os 900 anos da fundação da Ordem de São João do Hospital.
S.E. o Sr. Conde de Albuquerque, S.E. o Sr. Dr. Raymond Bondin e o Reverendo Cónego Dr. Manuel Lourenço, deslocaram-se junto do tripé no qual se encontra assente a Bula devidamente encaixilhada, tendo procedido à cerimónia de inauguração da mesma.
A Assembleia dos Cavaleiros Portugueses passou deste modo a ser uma das raras Assembleias /Associações Nacionais que detêm no seu espólio uma cópia da Bula original, tendo ficado reforçadas as boas relações entre Malta e a Ordem, e em particular entre a Missão Diplomática de Malta em Portugal e a Assembleia Portuguesa.