sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Imposição da Grã-Cruz Pro Piis Meritis a S.E.R. Dom Manuel Clemente, Bispo do Porto, e das insígnias de Capelão Magistral ao Reverendo Padre João Pedro Bizarro

S.E. o Sr. Conde de Albuquerque com S.E.R. Dom Manuel Clemente

S.E. o Sr. Embaixador Ilídio Pinho, S.E.R. Dom Manuel Clemente e o Reverendo Padre João Pedro Bizarro
 
No dia 12 de Dezembro, um significativo número de Cavaleiros, Damas e voluntários assistiram à celebração da Santa Missa na Igreja de Aldoar, no Porto, presidida por Sua Excelência Reverendíssima Sr. Dom Manuel Clemente, Bispo do Porto.
Durante a celebração, S.E. o Sr. Conde de Albuquerque, Presidente da Assembleia Portuguesa, impôs as insígnias da Grã-Cruz Pro Piis Meritis a Dom Manuel Clemente, Bispo do Porto, concedida por SAE o Príncipe e Grão-Mestre na passada sessão do Soberano Conselho ocorrida no Palácio Magistral em Roma em 6 de Dezembro último, tendo ainda S.E. o Sr. Conde de Albuquerque solicitado a S.E.R. que se dignasse proceder à imposição das insígnias de Capelão Magistral ao Reverendo Padre João Pedro Bizarro, Capelão do Corpo de Voluntários da Ordem de Malta, o qual foi assim formalmente admitido na Ordem de Malta.
Seguidamente, S.E. o Sr. Conde de Albuquerque presidiu conjuntamente com S.E.R. ao jantar de Natal dos membros da Ordem de Malta residentes no norte, que decorreu nas instalações do Clube Portuense.
Dignou-se aceitar o convite para jantar o Ex.ºSr. Presidente da Direção do Clube Portuense, Dr. Henrique de Morais, Visconde de Morais.



S.E.R. Dom Manuel Clemente, S.E. o Sr. Conde de Albuquerque e o Reverendo Padre João Pedro ladeados por Cavaleiros e Damas da Ordem presentes na Santa Missa

 
Quero aproveitar este ensejo para me congratular com a imposição da Grã-Cruz Pro Piis Meritis a Dom Manuel Clemente, Bispo da Diocese do Porto, a que pertenço, e das insígnias de Capelão Magistral ao Reverendo Padre João Pedro Bizarro, Capelão do CVOM e pároco, entre outras, da paróquia de Rossas, que foi uma antiga Comenda da Ordem de Malta, no concelho de Arouca, a que também pertenço. Estamos perante duas distinções que muito honram a Ordem de Malta e, estou certo, orgulham a totalidade dos seus Membros.
A. J. Brandão de Pinho
Cavaleiro de Graça Magistral da OSMM

sábado, 8 de dezembro de 2012

D. ANTÓNIO MANOEL DE VILHENA

Passam esta semana 276 anos sobre o falecimento de D. António Manoel de Vilhena, o mais renomado dos Grão-Mestres Portugueses da Ordem de Malta.

 
D. António Manoel de Vilhena entrou muito novo para a Ordem de S. João de Jerusalém e muito cedo partiu para Malta, onde com pouco mais de vinte anos se iniciou, sucessivamente, como Patrão da Galé Capitania duma das armadas maltesas, Capitão de um  dos navios mandados pela ordem à conquista da Moreia, Major, Coronel de Milícia de Campanha, Grã-Cruz, Comissário dos Armamentos e Comissário das Guerras. Em 1703 foi elevado ao cargo de Grão-Chanceler da Ordem e chefe da língua de Castela e Portugal, mais tarde a Bailio de São João de Acre, assim como a Governador do Tesouro. Em 1722 atingiu a dignidade de Grão-Mestre da Ordem ao ser sufragado pela unanimidade dos eleitores, vindo a ser um dos mais notáveis no cargo pelo seu valor nas batalhas e pela sua integridade na Administração Pública.
D. António de Vilhena recolheu o agrado e estima dos seus contemporâneos por ter tentado melhorar a situação da ilha de Malta, criando aí inúmeras instituições de caridade, e pelo seu empenho em afirmar a história e importância da Ordem. São de sua iniciativa naquela Ilha do mediterrâneo, entre outras obras, o Palácio da Ordem em Floriana, um subúrbio de La Valetta onde ainda hoje se ergue uma estátua em sua homenagem; o Forte Manoel e o Teatro Manuel (1731), que é tido como sendo o segundo mais antigo teatro da Europa ainda hoje em utilização.
Em reconhecimento dos seus feitos militares, o Papa Bento XIII entregou-lhe o estoque e o casco bentos, distinção que a Santa Sé não concedia senão a príncipes e personagens que se distinguiam por feitos memoráveis contra os infiéis, e que consistia em uma espada de prata de 5 pés de comprido e num barrete de veludo carmesim com a imagem do Espírito Santo, em pérolas, benzido solenemente pelo papa.  Foi este ilustre português respeitado por todos os soberanos da Europa, muitos dos quais não dispensaram a sua amizade.
 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

780 Anos do Foral dado à Vila do Crato

Aspeto do Foral da Vila do Crato dado pelo Prior e Convento
em 8 de Dezembro da Era de 1270
(Arquivo Nacional da Torre do Tombo)
Assinalam-se no próximo sábado 780 Anos do «Foral da Vila do Crato dado pelo Prior e Convento aos 8 de Dezembro da Era de 1270», ano 1232 da Era Cristã.
Trata-se de um ato e uma efeméride muito importantes para a história e atualidade da Ordem de Malta em Portugal, a que se somam as felizes coincidências da dedicação da própria Igreja Matriz da Vila do Crato e da consagração desse dia pela Santa Igreja à Imaculada Conceição, padroeira de Portugal.
Não raro, pessoas, entidades e até mesmo alguma historiografia trazem confundida a Carta de Doação da Vila do Crato à Ordem do Hospital, em 23 de Maio da Era de 1270, com o Foral que, em sequência e com o objetivo de cativar povoadores, foi dado a esse senhorio do Crato por Mem Gonçalves, Prior da Ordem do Hospital, em 8 de Dezembro daquela mesma Era de 1270.
Este foi porventura um dos primeiros mais importantes atos da Ordem do Hospital no nosso país, atestando já a sua soberania e traduzindo a importância que tinha para o Reino.
Assim, importa esclarecer que o primeiro Foral dado à Vila do Crato foi um ato da Ordem do Hospital e não do rei D. Sancho II, pese embora, em boa verdade, só tenha sido possível por força da importante doação daquele senhorio alentejano feita por este Soberano e por força dos privilégios que os Soberanos seus antecessores e antepassados, seu pai D. Sancho I O Povoador e seu avô D. Afonso Henriques O Conquistador, outorgaram à Ordem, por tão quista e prestimosa na reconquista de território aos mouros, na sua consequente defesa e no seu povoamento, bem como na expansão da Fé Cristã.
Este é também um dos mais importantes acontecimentos da História da agradável e pitoresca Vila do Crato, de que esta muito se deve orgulhar, tanto mais quando a presença da Ordem de Malta nessa Vila imprimiu um dos seus aspetos de maior interesse, curiosidade, singularidade e diferenciação.
As entidades civis e religiosas da Vila do Crato têm vindo a dar provas de estima por estas características e identidade, o que muito as dignifica e enriquece, porque também muito digna e rica é a história da Ordem de Malta, cuja tradição e ação se encontra ser hoje continuada pela Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta (fundada em 1899), única entidade portuguesa herdeira da tradição histórica e assistencialista da então também denominada entre nós Ordem de São João do Hospital de Jerusalém, de Rodes e de Malta, comummente referida como Ordem de Malta.
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Apontamento sobre a Sessão que teve lugar no dia 02 de Dezembro, nos Paços do Concelho da Vila do Crato - Comemorar a História do Crato

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Visita Oficial da Ordem de Malta à Vila do Crato




No dia 2 de Dezembro S.E. o Sr. Conde de Albuquerque, Presidente da Assembleia Portuguesa deslocou-se à Vila do Crato, antiga sede do Priorado da Ordem de Malta, a convite da Santa Casa da Misericórdia desta localidade do Alto Alentejo e da respetiva Câmara Municipal .
Acompanharam a visita S.E. o Sr. Embaixador da Ordem Soberana Militar de Malta em Portugal, Dr. Miguel de Polignac e o Ex.º Sr. Secretário da Assembleia, Dr. João Pedro de Portugal Campos Henriques.
Ao fim da manhã foi celebrada a Santa Missa na Igreja Basílica do Crato por Monsenhor Paulo Dias, Pároco do Crato, e na presença dos membros da Santa Casa da Misericórdia e demais autoridades locais.
Seguidamente a delegação da Ordem de Malta dirigiu-se ao Hospital de Santo António unidade hospitalar sob a alçada da Santa Casa, tendo nessa ocasião sido descerrada uma placa alusiva à concessão do nome do Senhor Presidente da Ordem de Malta à "Unidade de Grandes Dependentes".
S.E. o Sr. Conde de Albuquerque usou da palavra, nessa ocasião tendo retribuído as palavras de amizade e de boas vindas então também proferidas pelo Ex.º Sr. Mário Cruz, Provedor da Santa Casa.
Posteriormente seguiu-se um almoço de convívio oferecido pela Santa Casa e ao princípio da tarde teve lugar no edifício dos Paços do Concelho a Sessão Solene evocativa de diversas datas comemoradas neste ano de 2012:
- Os 780 anos da atribuição do primeiro Foral ao Crato
- Os 500 anos da atribuição do Foral Novo ao Crato pelo Rei Dom Manuel I
- Os 350 anos de resistência do Crato às tropas de Dom João de Áustria, durante a Guerra da Restauração.
S.E. o Sr. Conde de Albuquerque, a convite de S.E. o Sr. Presidente da Câmara, Dr. João Teresa Ribeiro usou da palavra nessa ocasião, proferindo uma alocução acerca da celebração destas efemérides e evidenciando os laços históricos e simbólicos entre a Ordem de Malta em Portugal e a Vila do Crato.
Posteriormente foram descerradas por S.E o Sr. Embaixador da Ordem de Malta e por S.E. o Sr. Presidente da Câmara uma placa alusiva a essas efemérides.
O dia acabou com uma visita guiada aos principais monumentos e edifícios desta Vila histórica.
Presente em todas as cerimónias o Exº Sr. Dr. Joaquim Mariano Cabaço, antigo Presidente da Assembleia Municipal, Diretor da União das Misericórdias Portuguesas e personalidade de grande destaque e relevo regional, cuja ação se revelou determinante para o êxito desta visita, contribuindo com a sua boa ação, eficaz e esclarecida para a solidificação dos laços de colaboração entre a Ordem de Malta e o Crato.
Ficaram assim, uma vez mais reforçadas as boas relações institucionais, de cooperação e de sólida amizade entre a Assembleia Portuguesa e o Município do Crato.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Igreja de Santa Maria, freguesia de Santa Maria de Marvão, concelho de Marvão
(Cruz Oitavada da Ordem de Malta na frontaria principal sobre o Portal)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Igreja Matriz de Rio Meão, concelho de Santa Maria da Feira
(Cruz Oitavada da Ordem de Malta, na frontaria principal, sobre o portal)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Capela de São João de Malta, freguesia de São pedro, concelho da Covilhã
(Cruz Oitavada da Ordem de Malta no tímpano e na empena da fontaria)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Igreja Matriz do Espírito Santo de Landal, Caldas da Rainha, Leiria
(Cruz oitavada da Ordem de Malta sobre a porta principal)
Capela de S. José, Vale da Feiteira, freguesia de Comenda, concelho de Gavião
(Cruz Oitavada da Ordem de Malta na frontaria principal)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Igreja Matriz de Rossas, concelho de Arouca
(Cruz Oitavada da Ordem de Malta nos padroeiros do Portal e a encimar a empena)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Igreja de São Vicente de Sousa, concelho de Felgueiras, distrito do Porto
(Cruz Oitavada da Ordem de Malta na padieira do Portal)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Dia de S. Nuno de Santa Maria


Estátua de São Nuno de Santa Maria inaugurada em Barcelos
Hoje dia 6 de Novembro é o dia que a Igreja consagra a S. Nuno de Santa Maria. No passado sábado, dia 3, estivemos na cidade de Barcelos, onde foi erigida e inaugurada uma estátua à sua imagem no jardim junto ao edifício da Câmara Municipal de Barcelos, numa cerimónia que contou com a presença de ilustres convidados, nomeadamente da Subsecretária de Estado Adjunta do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr.ª Vânia Dias da Silva, em representação de S.E. o Senhor Ministro Dr. Paulo Portas; de S.E.R. o Arcebispo Primaz de Braga; de S.E.R. o Núncio Apostólico; das várias Ordens de Cavalaria, com uma presença bastante significativa da Assembleia Portuguesa da Ordem Soberana Militar de Malta; de SS.AA.RR. os Duques de Bragança e de Barcelos; do Exmo. Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, promotora do evento, e do Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, entre muitos outros.

Nuno Álvares Pereira, também conhecido como o Santo Condestável, Beato São Nuno de Santa Maria ou simplesmente Nun´Álvares (n.24.VI.1360, em Cernache de Bonjardim, Sertã, ou em Flor da Rosa, Crato; f.1.IV.1431, no Convento do Carmo, Lisboa), foi um nobre e guerreiro português do século XIV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela. Nuno Álvares Pereira foi também 2.º Conde de Arraiolos, 7.º Conde de Barcelos e 3.º Conde de Ourém, tendo chegado a Condestável do Exército Português, cargo que hoje equivale ao de Ministro da Defesa, e faleceu com fama de Santo da Ordem do Carmelo. Nuno Álvares Pereira foi um dos filhos de D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem do Hospital com sede no Mosteiro da Flor da Rosa, Crato, e de D. Íria Gonçalves do Carvalhal. O jovem cresceu na casa do seu pai, na Flor da Rosa, onde viveu até aos 13 anos, tendo  aí aprendido as artes militares e criado o gosto pela leitura, sobretudo pelos livros de Cavalaria “onde a pureza era a virtude que tornara invencíveis os heróis da Távola Redonda”, e assim desejou para si “que a sua alma e corpo se conservassem imaculados”.
 
ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que destes ao bem-aventurado Nuno de Santa Maria a graça de combater o bom combate e o tornastes exímio vencedor de si mesmo, concedei aos vossos servos que, dominando como ele as seduções do mundo, com ele vivam para sempre na pátria celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

Enquadramento da Estátua de São Nuno de Santa Maria
Representantes da Ordem de Malta junto à Estátua de São Nuno de Santa Maria
Perspectiva da Ponte e Paço dos Condes de Barcelos

Mais sobre a presença da Delegação da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana Militar de Malta, presidida por S.E. o Senhor Presidente, D. Augusto de Athayde, e S.E. o Embaixador da Ordem de Malta em Portugal, Dr. Miguel de Polignac de Barros, no blog da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses.

domingo, 28 de outubro de 2012

Novo Secretário de Estado da Cultura é Cavaleiro da Ordem de Malta


Tomou posse no passado dia 26 de Outubro como Secretário de Estado da Cultura S.E. o Sr. Dr. Jorge Barreto Xavier, Cavaleiro da Ordem Soberana Militar de Malta, admitido na Assembleia Portuguesa nas cerimónias solenes comemorativas do Dia do Santo Patrono, São João Batista, em Junho passado no Mosteiro dos Jerónimos.
O Conselho Diretivo da Assembleia Portuguesa congratula-se com esta nomeação felicitando publicamente S.E. o Sr. Secretário de Estado da Cultura.
 
 
Aproveitamos também o ensejo para nos congratularmos com esta nomeação e desejar as maiores felicidades ao nosso Confrade, Sr. Dr. Jorge Barreto Xavier.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Falsas Ordens ou propósitos duvidosos

A questão das falsas ordens ou de pessoas e/ou entidades com propósitos duvidosos não é nova. E, pese embora, actualmente, não reclame grande preocupação, pelo menos, por parte dos mais altos representantes da Ordem de Malta em Portugal, é sempre conveniente prevenir para esta eventualidade, principalmente para propósitos duvidosos. Vivemos tempos difíceis e do mais diversificado tipo de carências, sempre mais propícios ao aparecimento de pessoas e/ou entidades que procuram tirar proveito destas situações de maior vulnerabilidade.
Razão pela qual entendemos conveniente actualizar e recordar o comunicado conjunto feito pela Assembleia dos Cavaleiros Portugueses e a Embaixada da Ordem em Portugal em 2009.
 
A Ordem Soberana Militar de Malta, chefiada por Sua Alteza Eminentíssima o Príncipe e Grão-Mestre Fra Mathew Festing, ente soberano, sujeito de Direito Internacional Público e de Relações Internacionais, à qual pertencem as Damas e os Cavaleiros Portugueses, com novecentos anos de existência e presente em Portugal desde a fundação do País, durante os quais deu um importante contributo para a História da Cristandade, para a História da Europa e do Mediterrâneo e para a defesa dos mais fracos e dos mais desfavorecidos, procurando sempre a dignificação do Homem numa perspectiva universal, que mantêm relações diplomáticas ao nível de Embaixador com mais de cem Estados Soberanos e com diversas Organizações Internacionais (designadamente com a União Europeia e com a Organização das Nações Unidas), com sede no Palácio Magistral sito à Via Condotti nº 68, em Roma, e cujas finalidades assistenciais e hospitalárias se desenvolvem nos cinco continentes e são concretizadas por cerca de 12.000 membros, e por mais 200.000 voluntários, encontra-se ser a ÚNICA entidade com essa denominação, legítima e juridicamente reconhecida em Portugal, tanto pela sociedade civil, como pelas Autoridades Oficiais da República Portuguesa.
Deste modo, a Embaixada da Ordem Soberana Militar de Malta em Portugal e a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, cujos membros pertencem legitimamente à Ordem Soberana Militar de Malta não reconhecem nem se confundem com outras entidades e/ou com os seus respectivos membros ou representantes que façam uso de simbologia e que ostentem designações semelhantes e/ou análogas às da Ordem; não sendo pois tais entidades, cuja natureza e fins se desconhecem por completo, susceptíveis de confusão com a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana Militar de Malta, e com a Embaixada da Ordem em Portugal.
 
Desta forma, solicitamos e agradecemos a todas as pessoas que, em face do conhecimento de alguma pessoa e/ou entidade com comportamento mais estranho ou propósito mais duvidoso, procurando, nomeadamente, fazer-se passar por representante da Ordem de Malta por via da prestação de quaisquer serviço ou solicitação, entrem em contacto com a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses ou a Embaixada da Ordem em Portugal, por via dos contactos que se encontram na barra lateral deste blogue.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Comunicado da Santa Sé sobre o reconhecimento das Ordens de Cavalaria

A Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana Militar de Malta, entende ser oportuno divulgar as partes mais relevantes do comunicado emitido pela Assessoria de Imprensa do Vaticano no passado dia 16 de Outubro acerca do reconhecimento das Ordens de Cavalaria, considerando oportuno reiterar aquilo que já foi publicado no passado:
 
 
"Além das suas próprias Ordens de Cavalaria (Ordem Suprema de Cristo, Ordem da Espora de Ouro, Ordem Piana, Ordem de São Gregório Magno e Ordem de São Silvestre Papa) a Santa Sé reconhece e tutela apenas a Ordem Soberana Militar de Malta também denominada Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, e a Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém. Não há qualquer agregação a esta listagem".
Todas as demais ordens, instituídas recentemente ou derivadas de ordens medievais, NÃO SÃO reconhecidas pela Santa Sé, não podendo esta, portanto, garantir a sua legitimidade histórica e jurídica, nem a sua finalidade, nem os seus sistemas de organização.(...)
Para evitar possíveis mal-entendidos relacionados inclusive com a emissão ilícita de documentos e com o uso indevido de lugares santos, bem como para impedir a continuação de abusos que possam resultar em dano contra muitas pessoas de Boa Fé, a Santa Sé confirma que não atribui nenhum valor a diplomas de Cavaleiros nem às relativas insígnias emitidas por associações não reconhecidas e confirma ainda que NÃO considera apropriado utilizar as Igrejas e Capelas para as chamadas "cerimónias de investidura".

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"Castelos das Ordens Militares", na rádio TSF

A presença das Ordens Militares em território nacional legou-nos um abundante património chegado até aos dias de hoje. Indissociáveis da reconquista Cristã e da organização do território pós reconquista as fortificações revelam-nos a importância do seu papel político e administrativo de então, bem como as soluções construtivas e seu contributo na formação da paisagem. Compreender quais os trabalhos que se têm desenvolvido a nível internacional para o conhecimento, salvaguarda e valorização deste património são algumas das questões a abordar com o jornalista Manuel Vilas-Boas que conversa com as Dras. Isabel Cristina Fernandes e Ana Carvalho Dias e os Professores Miguel Gomes Martins, Luís Filipe Oliveira e Joan Fuguet Sans.

É este o tema do próximo programa da TSF "Encontros com o Património", a transmitir no próximo sábado, dia 20 de outubro, pelas 12h00.

Recordamos a propósito alguns dos Castelos que pertenceram à Ordem dos Hospitalários: Castelo de Sernancelhe, Castelo de Algoso, Castelo de Amieira do Tejo, Castelo de Belver e Castelo do Crato.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Visita à Hungria a convite do seu Governo



Entre os dias 4 a 7 de Outubro uma delegação da Assembleia Portuguesa chefiada pelo seu Presidente, Sua Excelência o Sr. Conde de Albuquerque, visitou a Hungria correspondendo a um convite feito pelo Governo Húngaro aquando da visita a Portugal no passado mês de Maio de Sua Excelência o Sr. Dr. Szolt Sémjen, Cavaleiro Húngaro da Ordem de Malta, e Vice-Primeiro-Ministro deste país.
A Delegação Portuguesa, composta ainda por S.E. o Sr. Embaixador da Ordem Soberana Militar de Malta em Portugal, Dr. Miguel de Polignac e pela Exa. Sra. Embaixatriz Dona Maria da Piedade de Castelo Branco de Polignac, pelos Excelentíssimos Sr. Secretário da Assembleia Dr. João Pedro de Portugal de Campos Henriques, e o Assessor do Tesoureiro da Assembleia Portuguesa, Sr. Dr. Miguel de Pape, foi recebida no Parlamento Húngaro em Budapeste, tendo-lhe sido oferecido um almoço nessa ocasião por S.E. o Sr. Vice-Primeiro-Ministro, após visita guiada ao monumento e contemplação da coroa do Primeiro Rei da Hungria, Santo Estêvão, símbolo Nacional Húngaro e garante da unidade intemporal da nação Húngara e do seu Espírito Cristão.
Também nessa ocasião S.E o Sr. Conde de Albuquerque foi condecorado por S.E o Presidente da República da Hungria Dr. Janos Ader, com a Ordem do Mérito Civil da Hungria, tendo as insígnias e o diploma respetivo sido entregues pela segunda figura do Governo Húngaro.
Seguidamente, S.E. o Sr. Conde de Albuquerque usou da palavra, tendo lembrado os pontos comuns entre a História de Portugal e a História da Hungria, e sublinhado a constante e permanente preocupação com a defesa dos verdadeiros valores cristãos pelas duas nações, e muito em particular do cumprimento da nossa missão enquanto cavaleiros de Malta Portugueses e Húngaros, nos combates que ao longo da História fomos travando lado a lado. (...)

Mais desenvolvimentos e fotos no blog da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses e site da Embaixada da Ordem em Portugal

domingo, 7 de outubro de 2012

São João de Alporão e Pontével, Santarém

 
 
Este domingo, estivemos de visita à antiga Igreja de São João de Alporão, em plena zona histórica da rica cidade de Santarém, cuja fundação se deve à Ordem de Malta, então dita Ordem de São João do Hospital. Depois da tomada de Santarém em 1147, D. Afonso Henriques recompensou os Cruzados que o auxiliaram na reconquista da cidade doando-lhes terras. Os Cavaleiros da Ordem do Hospital, receberam, entre outras, a primitiva Igreja de São João do Alporão como sede de uma comenda. Reconstruiram então o templo que se concluiu ainda em finais  do século XII, uma vez que, pouco depois, em 1207, recebeu aí os restos mortais de D. Afonso de Portugal, filho bastardo de D. Afonso Henriques, primeiro Grão-Mestre português da Ordem.
O então dito Mosteiro da Ordem dos Hospitalários de São João de Alporão, provavelmente o melhor exemplar da arte românica no sul do país, manteve-se em posse da Ordem até à extinção das Ordens Religiosas em Portugal, em 1834, sendo que, depois, foi profanado e tomado para fins diversos. Actualmente, continua a servir fins diversos, o que é pena, albergando o núcleo de arqueologia do Museu Municipal de Santarém. Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910.
Observámos ainda aquela que terá sido a Casa dos Comendadores, actualmente delimitada da Igreja e transformada em casa particular, pese embora conserve alguns traços desse tempo e, nomeadamente, um brasão de escudo simples com a cruz oitavada de Malta, tal qual se apresenta nos nossos dias, conservado sob a porta daquela que será a principal divisão da casa.
Daqui seguimos para a antiga Comenda vizinha de Pontével, já no concelho do Cartaxo, que andou anexa e muitas vezes rivalizou supremacia hierárquica com esta sua congénere scalabitana, que deixamos para trás ao crepúsculo.
 
 
 
Suava já o Toque das Ave-Marias quando entrámos a visitar a simpática povoação de Pontével, antiga Comenda da Nossa Ordem de São João do Hospital.
Nos tempos da Reconquista era vital assegurar o povoamento de zonas limítrofes de posições importantes, como era o caso de Pontével relativamente a Santarém. Daí que o Rei fizesse doação das terras circundantes, nomeadamente à Ordem Militar de São João do Hospital, que então assim se estabelecia ao redor de Santarém. Como agradecimento pela ajuda na conquista de Lisboa D. Afonso II anexou Pontével, Ereira e Lapa à igreja de S. João de Alporão, em Santarém, constituindo assim a comenda de Ponteval, posteriormente Pontével, que pela sua importância e por ser muito rendosa depressa começou a reivindicar supremacia e se autonomizou. Teve Pontével três forais, o primeiro dado por D. Sancho I em 1194, o segundo pelo mesmo rei em 1195 e o terceiro em 1218 por D. Afonso II.
A Matriz, dedicada a Nossa Senhora da Purificação, remonta a esse tempo, apesar de quase integralmente reconstruída no século XVII. No seu interior podem-se apreciar alguns elementos importantes a remontar aos séculos XVI, XVII e XVIII, como a pia baptismal, diversas pinturas, painéis e, de realçar, os túmulos dos Comendadores do século XVII, dispostos na nave, entre os quais se destaca o de António Botto Pimentel, ao qual se deve a reconstrução da Igreja.
Deitamos ainda os olhos sobre aquele que foi o antigo Palácio dos Comendadores, edifício fronteiro à Igreja Matriz, de que apenas resta a sua grandeza e alguns lintéis de portas e janelas.
 
Anotamos ainda a orientação dos templos de Pontével e São João de Alporão, semelhante, entre outras, à do templo de São Brás, em Lisboa, também da Ordem (de resto, é actual sede da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses). Todas orientadas para Poente, sendo que as duas últimas se situavam intramuros, junto às respectivas e então denominadas Portas do Sol de Santarém e Lisboa.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012


Neste dia 5 de Outubro do ano de 1143, realizou-se a conferência de paz entre D. Afonso Henriques e Afonso VII de Leão e Castela, que resultou na assinatura do Tratado de Zamora, pelo qual se reconheceu a soberania de Portugal, para a qual muito contribuiu, entre outras, a Ordem dos Hospitalários, hoje dita de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Fim-de-semana na antiga Comenda de Rossas

Igreja Matriz da antiga Comenda de Rossas, Arouca, Aveiro
 
Cruz oitavada de Malta nos padroeiros do Portal
 
Brasão picado ou inacabado de um dos Comendadores de Rossas


No último fim-de-semana, passado na antiga Comenda de Rossas, foi-nos oferecido, pelo presidente da Associação para a Defesa do Património Arouquense, e tivemos oportunidade de compulsar, o estudo sobre Echa Martim, O Último Vali de Lamego, elaborado pelo insígne historiador A. de Almeida Fernandes há mais de 70 anos, recentemente editado e publicado pela Santa Casa da Misericórdia de Tarouca.
Para além do curioso e interessantíssimo estudo sobre a possibilidade ou não de Echa Martim ter sido o último Vali de Lamego, e da não menos interessante tese sobre a fantasiosa estória de Frei Bernardo de Brito, sobre uma eventual batalha travada em Arouca entre os homens de Echa Martim e do Conde D. Henrique, este trabalho oferece-nos novos contributos para a História da Ordem de Malta, da Sua entrada em Portugal e, nomeadamente, sobre a sua fixação naquela então região de Lamego, no alvorecer da Reconquista de Portugal.