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História, legado e atualidade da Ordem Soberana Militar e Hospitalária de S. João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, em Portugal
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
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| Fotos Oficiais da Celebração dos 900 Anos da Bula Papal (ttp://www.facebook.com/#!/OrderofMalta?fref=ts) |
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Recepção na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé e junto da Ordem de Malta
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No dia anterior à Cerimónia de Comemoração dos 900 Anos da Bula Pie Postulatio Voluntatis de Pascoal II, no Vaticano, uma delegação composta por cerca de setenta membros da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da OSMM, presidida por S.E. o Senhor Conde de Albuquerque, foi recebida na Embaixada de Portugal Junto da Santa Sé e junto da Ordem de Malta, por S.E. o Encarregado de Negócios de Portugal, Dr. Luiz de Albuquerque Veloso. Estiveram presentes também S.E. o Senhor Embaixador da OSMM em Portugal e demais Embaixadores da OSMM junto das ex-colónias portuguesas, S.E. o Senhor Embaixador de Portugal acreditado junto da República Italiana, SAR. o Duque de Bragança e Sua Eminência o Sr. Cardeal D. Manuel Monteiro de Castro.
Para mais informações e fotos, consultar o blog oficial da Assembleia Portuguesa.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Quando se comemoram os seus 900 Anos, o que diz a Bula Pie Postulatio voluntatis?
Pascoal, Bispo, servo dos servos de Deus, ao seu venerável filho Gérard, fundador e reitor do Hospício de Jerusalém, e aos seus legítimos
sucessores para sempre.
O teu pedido nascido de uma vontade piedosa deve ser atendido da forma que se segue.
Pediste com afecto que fosse confirmado, com a autoridade da Sé Apostólica e colocado sob a protecção do Beato Apóstolo Pedro aquele Hospício que Tu fundaste na cidade de Jerusalém, junto à Igreja de São João Baptista.
Nós, portanto, estando muito agradados com o zelo com que praticas a hospitalidade, com bondade paternal, acolhemos a tua instância e ordenamos com a autoridade do presente decreto que aquela Casa do Senhor e aquele Hospício estejam de ora em diante sob a tutela da Santa Sé Apostólica e da protecção do Beato Pedro.
Ordenamos, portanto, que sejam mantidos para sempre e integralmente todos os bens que, com o objectivo de acudir às necessidades dos peregrinos e dos pobres, tenham sido adquiridos pelo dito Hospício na sequência da tua solicitude e perseverança nas Igrejas de Jerusalém ou nas paróquias de outras cidades, ou ainda que te tenham sido oferecidos por qualquer pessoa piedosa ou que no futuro, pela Graça de Deus, te sejam doados ou que tu adquiras por um qualquer modo justo ou, ainda, todas as coisas que te sejam concedidas a ti ou aos teus sucessores e aos irmãos aí ocupados no cuidado aos peregrinos pelos veneráveis irmãos Bispos da Igreja de Jerusalém.
Deste modo, ordenamos que os dízimos por vós recolhidos, em qualquer lugar, à vossa custa e pelo vosso trabalho, sem oposição dos Bispos e dos seus ministros, os tenha e os possua o vosso Hospício.
Ratificamos também as doações e os tributos que ao vosso Hospício outorgaram nobres tementes a Deus.
Pela tua morte, Tu que és agora o reitor e responsável deste lugar, que nenhum homem, por qualquer astúcia subreptícia ou por violência seja escolhido para o guiar, mas tão só aquele que os irmãos professos providenciem e elejam, de acordo com a vontade de Deus.
Além disso, confirmamos a ti e aos teus sucessores para sempre, os quais deverão devotar-se ao trabalho hospitalário com piedade e seriedade, por teu intermédio, todas as honras ou posses, que o mesmo Hospício actualmente possua deste lado ou além-mar, isto é, na Europa ou na Ásia, ou que, no futuro, pela graça de Deus venha a obter.
O teu pedido nascido de uma vontade piedosa deve ser atendido da forma que se segue.
Pediste com afecto que fosse confirmado, com a autoridade da Sé Apostólica e colocado sob a protecção do Beato Apóstolo Pedro aquele Hospício que Tu fundaste na cidade de Jerusalém, junto à Igreja de São João Baptista.
Nós, portanto, estando muito agradados com o zelo com que praticas a hospitalidade, com bondade paternal, acolhemos a tua instância e ordenamos com a autoridade do presente decreto que aquela Casa do Senhor e aquele Hospício estejam de ora em diante sob a tutela da Santa Sé Apostólica e da protecção do Beato Pedro.
Ordenamos, portanto, que sejam mantidos para sempre e integralmente todos os bens que, com o objectivo de acudir às necessidades dos peregrinos e dos pobres, tenham sido adquiridos pelo dito Hospício na sequência da tua solicitude e perseverança nas Igrejas de Jerusalém ou nas paróquias de outras cidades, ou ainda que te tenham sido oferecidos por qualquer pessoa piedosa ou que no futuro, pela Graça de Deus, te sejam doados ou que tu adquiras por um qualquer modo justo ou, ainda, todas as coisas que te sejam concedidas a ti ou aos teus sucessores e aos irmãos aí ocupados no cuidado aos peregrinos pelos veneráveis irmãos Bispos da Igreja de Jerusalém.
Deste modo, ordenamos que os dízimos por vós recolhidos, em qualquer lugar, à vossa custa e pelo vosso trabalho, sem oposição dos Bispos e dos seus ministros, os tenha e os possua o vosso Hospício.
Ratificamos também as doações e os tributos que ao vosso Hospício outorgaram nobres tementes a Deus.
Pela tua morte, Tu que és agora o reitor e responsável deste lugar, que nenhum homem, por qualquer astúcia subreptícia ou por violência seja escolhido para o guiar, mas tão só aquele que os irmãos professos providenciem e elejam, de acordo com a vontade de Deus.
Além disso, confirmamos a ti e aos teus sucessores para sempre, os quais deverão devotar-se ao trabalho hospitalário com piedade e seriedade, por teu intermédio, todas as honras ou posses, que o mesmo Hospício actualmente possua deste lado ou além-mar, isto é, na Europa ou na Ásia, ou que, no futuro, pela graça de Deus venha a obter.
Decretamos além disso que seja ilegítimo a qualquer homem imprudentemente
perturbar o dito Hospício, ou esbulhar os seus haveres, ou reter os realizados
fora, ou diminui-los, ou importuna-los com aborrecimentos vexatórios. Mas antes,
que todos os seus haveres sejam preservados intactos para uso e fruição
exclusiva daqueles para cujo benefício e auxílio foram concedidos.
Para além disso, decretamos que permaneçam perpetuamente sob a tua subordinação e à tua disposição e dos teus sucessores, como se encontram hoje, os hospitais e hospícios dos peregrinos situados nas regiões do
ocidente, junto ao Burgo de Santo Egídio, Asti, Pisa, Bari, Otranto, Tarento, e Messina, hoje célebres sob o nome de Jerusalém.
Pelo que, se no futuro, qualquer pessoa, seja eclesiástico ou secular, sabendo deste documento que nós emanamos, imprudentemente o tentar contrariar, e se depois de um segundo ou terceiro aviso não se emendar de forma satisfatória e adequada, que seja privado da sua dignidade, poder e honra, e que lhe seja dado a conhecer que é acusado perante o tribunal de Deus pela iniquidade que ele tenha cometido, e que ele seja excluído do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus e do Nosso Senhor Redentor Jesus Cristo e, no último Julgamento, deixá-lo sofrer a mais severa punição.
Mas que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo recaia sobre todos aqueles que procederem com justiça para com o Hospício, e que aqui possam receber a recompensa pela boa conduta e perante o Juiz Universal possam desfrutar das bênçãos da paz eterna. Amen, Amen.
Eu Pascoal Bispo da Igreja Católica assinei.
Eu Ricardo Bispo de Albano assinei.
Eu Landolfo Arcebispo de Benevento li e assinei.
Eu Conon Bispo da Igreja de Preneste li e assinei.
Eu Anastácio Cardeal Sacerdote de São Clemente assinei.
Eu Gregório Bispo de Terracina li e assinei.
Eu João Bispo de Mileto li e assinei.
Eu Romualdo Cardeal Diácono da Igreja de Roma assinei.
Eu Gregório Cardeal Sacerdote de São Crisóstomo li e assinei.
Dado em Benevento, pela mão de João, Cardeal Diácono da Santa Igreja Romana e Bibliotecário, no dia 15 antes das calendas de março, na proclamação 6, no ano de 1113 da Encarnação de Nosso Senhor, e no 14º ano de Pontificado de nosso Senhor Papa Pascoal II.
Pelo que, se no futuro, qualquer pessoa, seja eclesiástico ou secular, sabendo deste documento que nós emanamos, imprudentemente o tentar contrariar, e se depois de um segundo ou terceiro aviso não se emendar de forma satisfatória e adequada, que seja privado da sua dignidade, poder e honra, e que lhe seja dado a conhecer que é acusado perante o tribunal de Deus pela iniquidade que ele tenha cometido, e que ele seja excluído do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus e do Nosso Senhor Redentor Jesus Cristo e, no último Julgamento, deixá-lo sofrer a mais severa punição.
Mas que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo recaia sobre todos aqueles que procederem com justiça para com o Hospício, e que aqui possam receber a recompensa pela boa conduta e perante o Juiz Universal possam desfrutar das bênçãos da paz eterna. Amen, Amen.
Eu Pascoal Bispo da Igreja Católica assinei.
Eu Ricardo Bispo de Albano assinei.
Eu Landolfo Arcebispo de Benevento li e assinei.
Eu Conon Bispo da Igreja de Preneste li e assinei.
Eu Anastácio Cardeal Sacerdote de São Clemente assinei.
Eu Gregório Bispo de Terracina li e assinei.
Eu João Bispo de Mileto li e assinei.
Eu Romualdo Cardeal Diácono da Igreja de Roma assinei.
Eu Gregório Cardeal Sacerdote de São Crisóstomo li e assinei.
Dado em Benevento, pela mão de João, Cardeal Diácono da Santa Igreja Romana e Bibliotecário, no dia 15 antes das calendas de março, na proclamação 6, no ano de 1113 da Encarnação de Nosso Senhor, e no 14º ano de Pontificado de nosso Senhor Papa Pascoal II.
(tradução livre de versão em Inglês, por A. J. Brandão de Pinho)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Ordem de Malta comemora os 900 Anos da Bula de Pascoal II no Vaticano
São
esperados no Vaticano mais de 4.000 membros e voluntários da Ordem de todo o Mundo, dentre os quais, mais de meia centena são membros e voluntários da
Assembleia dos Cavaleiros Portugueses.
O ponto alto das comemorações está reservado para sábado, 9 de fevereiro, em que será celebrada uma Missa na Basílica de São Pedro, pelo Cardeal e Secretário de Estado Tarcisio Bertone, a que se juntará, mais tarde, Sua Santidade o Papa Bento XVI.
O ponto alto das comemorações está reservado para sábado, 9 de fevereiro, em que será celebrada uma Missa na Basílica de São Pedro, pelo Cardeal e Secretário de Estado Tarcisio Bertone, a que se juntará, mais tarde, Sua Santidade o Papa Bento XVI.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
ORDEM SOBERANA E MILITAR DE MALTA
NOVE SÉCULOS DE HISTÓRIA (1113-2013)
AO SERVIÇO DA FÉ E DOS MAIS NECESSITADOS

Um grupo de mercadores de Amalfi funda, em meados do século XI, um hospital próximo do Santo Sepulcro, o qual, aquando da tomada de Jerusalém, em 1099, já possuía uma capela dedicada a São João de Alexandria, encontrando-se dirigido por um leigo, Gerardo, sob a tutela dos beneditinos.
Posteriormente, o hospital autonomiza-se e muda o seu patrono para São João Baptista, aproximando-se dos cónegos do Santo Sepulcro. Em 15 de Fevereiro de 1113, o Papa Pascoal II, através da Bula Pie Postulatio Voluntatis, reconhece a Ordem do Hospital, a qual viria a fundar inúmeros institutos na Europa. Os seus estatutos foram fixados por Raimundo de Puy, sendo a regra aprovada por Eugénio III, em 1153.
Tendo como objectivos primevos a assistência aos pobres, doentes e peregrinos, cedo os hospitalários, tal como aconteceu com outras ordens, passaram a ter uma função militar, relacionada com a defesa dos territórios cristãos na Terra Santa e, depois na Europa, em especial na Península Ibérica. Protegiam também os peregrinos junto das principais vias de passagem para Jerusalém.
A Ordem de S. João possuía estabelecimentos hospitalares em Jerusalém, Acre Chipre e Rodes, para além de vários sítios na Europa. Com a perda de Acre (1291), onde se havia centrado a sede da Ordem, e o fim da presença europeia na Terra Santa, os hospitalários transferem a sua sede para Chipre. Em 1530, mediante acordo celebrado com o imperador Carlos V, a Ordem do Hospital passa a sua sede para a ilha de Malta, facto que originou a nova designação, Ordem de Malta.
Bula "Pie Postulatio voluntatis", de 15 de Fevereiro de 1113, pela qual o Papa Pascoal II (n.13.VIII.1099, f.21.I.1118), reconheceu o estatuto religioso e confirmou a soberania da Ordem do Hospital.
Bula "Pie Postulatio voluntatis", de 15 de Fevereiro de 1113, pela qual o Papa Pascoal II (n.13.VIII.1099, f.21.I.1118), reconheceu o estatuto religioso e confirmou a soberania da Ordem do Hospital.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Visita à antiga Comenda de Landal
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| Igreja de Landal, com a Cruz de Malta sobre a porta principal. |
Este domingo, estivemos de visita à pequena
freguesia de Landal, pertencente ao concelho de Caldas
da Rainha e distrito de Leiria; uma das mais antigas Comendas da Ordem de Malta
no nosso território.
Com efeito, a presença da Ordem dos
Hospitalários em Landal, "terra landeira" ou montado de sobreiros
espontâneos, cujo fruto é a landa, também dita bolota, remonta aos tempos da
Segunda Cruzada e, nomeadamente, ao tempo da Reconquista de Lisboa, cujo Cerco teve início a 1
de Julho e o seu desfecho vitorioso em 21 de Outubro de 1147, pelas forças de
D. Afonso Henriques (1112-1185) com o auxílio dos Cruzados em trânsito para o
Médio Oriente. Entre estes, encontravam-se os prestimosos Cavaleiros
Hospitalários e Cavaleiros Francos, que viriam a ser beneficiados pelo monarca,
como forma de gratidão pela conquista e encargo de povoamento das terras
conquistadas.
Landal ficou então dividida entre três Hospitalários, a nascente, e
Cavaleiros Francos, que ficaram na metade Poente, a que se chamou "Dos
Francos".
Landal, então dita de Óbidos, constituiu um couto, que começava onde
acabavam os coutos de Alcobaça e ia até ao termo do território de Óbidos. Esta
Comenda era cabeça das Comendas da mesma ordem, situadas em Torres Vedras,
Caixaria, Leiria, Torres Novas e Alenquer, cujos Tombos se guardavam no Landal.
Na
década de 40 do século XVIII, foi esta Comenda Visitada pelo Fr. António de
Vasconcelos, Comendador da Comenda de Ansemil e pelo Doutor António de Sousa
Pereira, Visitadores Gerais das Igrejas e Comendas, por nomeação de Sua Alteza
Sereníssima o Senhor Infante D. Pedro, Grão-Prior do Crato, em 1744.
Segundo a Memória Paroquial de 1785, estava a freguesia do Landal na então denominada Província da Estremadura, Patriarcado de Lisboa, Comarca de Alenquer e Termo da Vila de Óbidos. Era esta freguesia pertencente à Sagrada Religião de Malta e Comendador dela o Bailio e Ilustríssimo Frei Manuel de Távora e Noronha. A igreja matriz, orago ao Espírito Santo, apresentava já então quatro altares. O pároco era Vigário, apresentado pelo respectivo Comendador.
Segundo a Memória Paroquial de 1785, estava a freguesia do Landal na então denominada Província da Estremadura, Patriarcado de Lisboa, Comarca de Alenquer e Termo da Vila de Óbidos. Era esta freguesia pertencente à Sagrada Religião de Malta e Comendador dela o Bailio e Ilustríssimo Frei Manuel de Távora e Noronha. A igreja matriz, orago ao Espírito Santo, apresentava já então quatro altares. O pároco era Vigário, apresentado pelo respectivo Comendador.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Missa de Sufrágio por El-Rei Dom Carlos I e pelo Príncipe Real Dom Luís Filipe
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| Túmulos d'El-Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luís Filipe Panteão Real da Dinastia de Bragança Mosteiro de São Vicente de Fora |
Assinalaram-se
hoje 105 anos sobre o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, ocorrido no Terreiro
do Paço, em Lisboa, em que resultou a morte d'El-Rei Dom Carlos e de seu filho
e herdeiro, o Príncipe Real Dom Luís Filipe, acontecimento que marcou
profundamente a História de Portugal.
Como
já vem sendo tradição, a Real Associação de Lisboa mandou celebrar uma Missa de
Sufrágio por Sua Magestade e Sua Alteza Real o Príncipe, que teve lugar na
Igreja de São Vicente de Fora, seguida de romagem aos túmulos d'El-Rei e do
Príncipe Real, que se encontram no Panteão Real da Dinastia de Bragança.
Dentre outras, esteve presente uma delegação da Ordem Soberana
Militar de Malta, cuja Assembleia dos Cavaleiros Portugueses teve como seu
primeiro Presidente de Honra Sua Magestade o Rei Dom Carlos I.
A celebração eucarística foi presidida pelo Reverendo Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada, também Capelão
Magistral da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana Militar de
Malta, cuja homilia pode ser lida aqui.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Agregação de Freguesias prejudica identidade cultural e histórica militense
O processo actualmente em curso de agregação de freguesias, aprovada
pela Assembleia da
República a 21 de Dezembro do ano passado e promulgada pelo
Presidente
da
República a 16 de Janeiro
último, prejudica a identidade cultural e histórica
das antigas Comendas da Ordem de Malta; a identidade cultural e histórica de muitas freguesias que hoje integram
antigas Comendas desta Ordem.
Com efeito, a Reorganização Administrativa
Territorial Autárquica, aprovada pela Lei n.º 22/2012, de
30 de Maio, traduziu-se na redução de 1.165
freguesias das 4.259 actualmente existentes. Algumas destas freguesias (quase quarenta), agora em processo de agregação com freguesias
vizinhas, correspondiam ainda hoje aos limites definidos, demarcados e
salvaguardados por muitas antigas Comendas da Ordem de Malta no nosso
território, na maior parte dos casos, desde os primórdios da Nacionalidade até 1834,
data em que foram extintas as Ordens Religiosas em Portugal.
A nova organização das
freguesias corresponderá, genericamente, à proposta que a Unidade Técnica de
Reorganização Administrativa do Território submeteu à Assembleia da República, e, pese embora o n.º 3 do Art.9.º, da Lei n.º
22/2012, de 30 de Maio, disponha que «a agregação das freguesias não põe em causa
o interesse da preservação da identidade cultural e histórica, incluindo a manutenção
dos símbolos das anteriores freguesias», a identidade cultural e histórica militense e a identidade intercomunitária, ou mesmo a sub-identidade nacional de
muitas freguesias, traduzida na cruz oitavada de malta que, na sua grande maioria, ja neste século fizeram incluir em chefe nos respectivos ordenamentos heráldicos, saiem prejudicadas com esta
reorganização administrativa do território.
Fica também agora em causa, ou, pelo menos significativamente prejudicada, a
legitima aspiração de estabelecer uma união ou constituir uma associação de autarquias com história e tradição militense; de autarquias que,
de forma idêntica, integravam até agora exclusivamente antigas Comendas da
Ordem de Malta.
Na parte que diz respeito a Freguesias com esta mesma identidade cultural e histórica, a que nem mesmo Leça do Balio e Flor da Rosa escaparam, as respectivas Assembleias Municipais, em alguns casos, e a
Unidade Técnica de Reorganização Administrativa do Território, na maior parte, propuseram e fizeram aprovar o seguinte:
-
agregação das freguesias de Aldoar,
Foz do Douro e Nevogilde, numa freguesia designada “União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde”.
- agregação das freguesias de Uva, Campo de Víboras e
Algoso, numa freguesia designada “União
das Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva”.
- agregação das freguesias de Arada, Ovar, São João e
São Vicente de Pereira Jusã, numa freguesia designada “União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira
Jusã”.
-
agregação das freguesias de Atães
e Redufe, numa freguesia designada “União
das Freguesias de Atães e Rendufe”, com sede em Atães.
- agregação das freguesias de Cumeada e de Marmeleiro,
numa freguesia designada “União das
Freguesias de Cumeada e Marmeleiro”.
- agregação das freguesias do Crato e Mártires, Flor
da Rosa e Vale do Peso, numa freguesia designada “União das Freguesias de Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso”.
- agregação das freguesias de Escarigo e Salgueiro,
numa freguesia designada “Três Povos”.
- agregação das freguesias de Estreito e Vilar Barroco,
numa freguesia designada “Freguesia de
Estreito – Vilar Barroco”, com a sede no lugar de Estreito.
- agregação das freguesias de Figueiró da Serra e
Freixo da Serra, numa freguesia designada “União
das Freguesias de Figueiró da Serra e Freixo da Serra”.
- agregação das freguesias de São João de Loure e Frossos,
numa freguesia designada “São João de
Loure e Frossos”, com sede em São João de Loure.
- agregação das freguesias Avioso (Santa Maria, Avioso
(São Pedro), Gemunde, Barca e Gondim, numa freguesia designada “Castêlo da Maia”.
- agregação das freguesias de Gueifães, Maia e Vermoim,
numa freguesia designada “Cidade da Maia”.
- agregação das freguesias Guifões, Leça do Balio e
Custóias, numa freguesia designada “União
das Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões”.
- agregação das freguesias de Malta e Canidelo, numa
freguesia designada “União das Freguesias
de Malta e Canidelo”.
- agregação das freguesias de Belver e de Mogo de
Malta, numa freguesia designada “União
das Freguesias de Belver e Mogo de Malta”.
- agregação das freguesias de Moura Morta e Vinhós,
numa freguesia designada “União das
Freguesias de Moura Morta e Vinhós”, com a sede do órgão executivo em Moura
Morta e a sede do órgão deliberativo em Vinhós.
- agregação das freguesias de Cernache do Bonjardim,
Nesperal e Palhais, numa freguesia designada “União das Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais”.
- agregação das freguesias de Oleiros e Amieira, numa
freguesia designada “Freguesia de Oleiros
- Amieira”, com a sede no lugar de Oleiros.
- a agregação das freguesias de Oliveira do Hospital e
São Paio de Gramaços, numa freguesia designada “União das Freguesias de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços”.
- a agregação das freguesias de Travassô e Óis da
Ribeira, numa freguesia designada “União
de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira”, com sede na freguesia de
Travassô.
- a agregação das freguesias de Peral e Proença-a-Nova,
numa freguesia designada “União das
Freguesias de Proença-a-Nova e de Peral”.
- a agregação das freguesias de Fornelos e Queijada,
numa freguesia designada “Fornelos e
Queijada”, com sede na freguesia de Fornelos.
- a agregação das freguesias de São Mamede de Infesta
e Senhora da Hora, numa freguesia designada “União
das Freguesias de São Mamede Infesta e Senhora da Hora”.
- a agregação das freguesias de Repeses e São Salvador,
numa freguesia designada “União das
Freguesias de Repeses e São Salvador”.
- a agregação das freguesias de Sernancelhe e Sarzeda,
numa freguesia designada “União das
Freguesias de Sernancelhe e Sarzeda”.
- a agregação das freguesias de Aboim da Nóbrega e
Gondomar, numa freguesia designada “Freguesia
de Aboim da Nóbrega e Gondomar”, com sede em Aboim da Nóbrega.
- a agregação das freguesias de Alqueva e de Amieira,
numa freguesia designada “União das Freguesias
de Amieira e Alqueva”.
- a agregação das freguesias de Cedrim e Paradela, numa
freguesia designada “União das Freguesias
de Cedrim e Paradela”.
- a agregação das freguesias de Cernache do Bonjardim,
Nesperal e Palhais, numa freguesia designada “União das Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais”.
- a agregação das freguesias de Negreiros e Chavão,
numa freguesia designada “União das
Freguesias de Negreiros e Chavão”.
- a agregação das freguesias de Sande, Vilarinho,
Barros e Gomide, numa freguesia designada “União
das Freguesias de Sande, Vilarinho, Barros e Gomide”.
- a agregação das freguesias de Oriola e de São
bartolomeu do Outeiro, numa freguesia designada “União das Freguesias de São Bartolomeu do Outeiro e Oriola”.
- a agregação das freguesias de Lagos da Beira e
Lajeosa, numa freguesia designada “União
das Freguesias de Lagos da Beira e Lajeosa”.
- a agregação das freguesias de Portela do Fojo e
Machio, numa freguesia designada “Freguesia
de Portela do Fojo - Machio”, com sede no lugar de Portela do Fojo.
- a agregação das freguesias de Gagos, Molares e Veade,
numa freguesia designada “União de
Freguesias de Veade, Gagos e Molares”.
- a agregação das freguesias de Távora (Santa Maria e Távora (São
Vicente), numa freguesia designada “União
das Freguesias de Távora (Santa Maria e São Vicente)”.
sábado, 19 de janeiro de 2013
D. FREI DIOGO DE MELO PEREIRA
D. Frei Diogo de Melo Pereira terá
nascido entre 1609 e 1613, provavelmente em Bertiandos, Ponte de Lima. Foi o
segundo dos onze filhos de Fernão da Silva Pereira, 3º Administrador do 1º
Morgadio de Bertiandos, com toda a sua Casa e Padroados anexos, e de sua mulher
D. Leonor de Melo.
Recebeu o foro de Moço Fidalgo da Casa Real (alvará de 20 de Março de 1621)
juntamente com seus irmãos Francisco, Lopo, António, Manuel, Fernão e Bernardo.
Em 10 de Setembro de 1625 ingressou na Ordem de Malta, onde teve as Comendas de Poiares, Moura Morta, Veade, Sernancelhe, Torres Vedras e Torres Novas.
Em 10 de Setembro de 1625 ingressou na Ordem de Malta, onde teve as Comendas de Poiares, Moura Morta, Veade, Sernancelhe, Torres Vedras e Torres Novas.
Muito novo ainda foi para a Ilha de Malta, onde participou em diversas
armadas contra os turcos e os berberes no Mediterrâneo. Na tomada aos Turcos da
cidade de Santa Maura, foi ferido na mão direita, com um tiro de mosquete e
depois disso, na escalada da muralha do castelo de Miripotamo foi novamente
ferido, desta feita com uma setada na perna.
Quando se iniciou a Guerra da Restauração foi chamado para prestar serviço como
Capitão-mor de Barcelos (carta de 29 de Maio de 1641), governando as Armas da
Província, em conjunto com Manuel Teles de Meneses e o Coronel Viole de Athis.
Em 1641 governava a praça de Lamas de Mouro na fronteira de Castro Laboreiro e
em 1645 tomou Salvaterra da Galiza, que se manteve na mão dos portugueses até ao
final da guerra. Entre os diversos folhetos patrióticos que corriam impressos,
enaltecendo as vitórias alcançadas e relatando as incursões sobre território
inimigo, foram publicadas, a propósito da tomada de Salvaterra, a "Relaçam
da entrada que fizeram em Galliza os Governadores das armas da Provincia de
entre Douro, & Minho o Mestre de Campo Violi de Athis, que por carta de sua
Magestade exercita o cargo de Mestre de Campo General, & Manoel Telles de
Menezes Governador do Castello de Vianna, & Frey Diogo de Mello Pereira
Comendador de Moura Morta, & Veade da Religiaõ de sam Ioam de Malta, Capitam
mor de Barcellos", e a "Relaçam do felice sucesso, que tiveram Fr.
Dioguo de Mello Pereira de Britiandos, Commendador de Moura Morta & Fr. Lopo
Pereira de Lima, seu irmão Commendador de Barró da Ordem de Malta, a quem o
General Dom Gastão Coutinho encarregou do governo das armas, na entrada, que se
fez em Galiza...", uma e outra impressas em Lisboa, em 1641 e 1642.
A 7 de Julho de 1645, Diogo de Melo Pereira pede a el-Rei que o liberte da
responsabilidade no Governo das Armas do Minho, fazendo-o substituir, para que
possa regressar a Malta. A resposta não tarda. É-lhe dada a permissão e
confirmado o soldo no posto de Mestre de Campo.
De novo em Malta, voltou às armadas. Nesse mesmo ano comandou a galera Santa
Maria della Vittoria e no ano seguinte a San Giovanni. Foi Bailio de Negroponte,
Conservador Conventual, Seniscal e Governador da Justiça, servindo ainda como
Mordomo-Mor e Lugar-Tenente do Grão-Mestre Frei Jean de Lascaris de
Castelar.
Quando voltou definitivamente a Portugal, foi nomeado Mestre de Campo General
(carta de 9 de Janeiro de 1659) e integrou o Conselho de Sua Magestade. Recebeu
o Bailiado de Leça (carta de 24 de Abril de 1664) e morreu dois anos mais tarde,
em Guimarães, a 26 de Agosto de 1666, tendo instituído um vínculo que anexou ao
1º Morgadio de Bertiandos. Está sepultado no costão do lado da Epístola, na
capela-mor da igreja do Mosteiro de Leça, onde era Balio, num túmulo ao lado do
de seu irmão Lopo, com o letreiro: "Irmãos unidos em vida e morte" e a
inscrição: "Aqui jaz Fr. Diogo de Melo Pereira Balio de Leça do Concelho de
Sua Magestade Comendador das Comendas de Poiares Moura Morta Veade Torres Vedras
e Torres Novas Lugar Tenente que foi da sua Religião em Malta Faleceo aos 26 de
Agosto de 1666".
in "Figuras Limianas", Câmara Municipal de Ponte de Lima
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Visita ao Palácio das Necessidades
| Fachada principal do Palácio das Necessidades |
Correspondendo a um amável convite de S.E. o Sr. Embaixador Dr. Manuel Côrte-Real, esta quarta-feira, visitámos o Palácio das Necessidades, em Lisboa.
Ao contrário do que possa parecer, para além dos muitos aspetos de curiosidade e interesse que aí se encontram, o Palácio das Necessidades, iniciado no século XVIII por determinação d'El-Rei D. João V, em sequência de um voto daquele monarca feito a Nossa Senhora das Necessidades, cuja ermida aí se erguia - hoje integralmente destinado a sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros -, encerra dois motivos de relevante interesse para a história da Ordem de Malta em Portugal: um conjunto de pinturas a óleo alusivas a altos representantes da Ordem, por um lado, e o facto do Palácio ter sido construído em parte de um antigo prazo foreiro à Comenda de São Brás, do termo de Lisboa, por outro.
Depois de uma visita integral às dependências adstritas ao Protocolo, durante a qual S.E. o Sr. Embaixador nos foi falando da história arquitectónica, artística e sociológica do Palácio, de que se revelou profundo conhecedor, subimos a longa escadaria de acesso ao antigo Convento da Congregação do Oratório, onde, uma vez chegados ao actual e extenso corredor dos Altos Funcionários do MNE, podemos observar o conjunto de quadros pintados a óleo, alusivos a altos representantes da Ordem. Entre eles, encontram-se a Personificação da Ordem de Malta (na imagem); os quatro Grão-Mestres Portugueses, de que recentemente se fizeram as reproduções colocadas na Capela de Santa Luzia e São Brás, actual sede da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da OSMM; D. Francisco de Bragança, Prior do Crato; e Fra' Emanuel de Roham-Polduc, 70.º Príncipe e Grão-Mestre da Ordem de Malta (1775-1797), membro de uma rica e influente família de França.
Sobre a razão da existência deste belo e importante conjunto de quadros no Palácio das Necessidades, dignamente expostos num dos seus principais corredores, graças aos bons ofícios e empenho de S.E. o Sr. Embaixador Dr. Manuel Côrte-Real, nada se sabe. Contudo, a exposição do conjunto permite sustentar algumas hipóteses que, com alguma probabilidade, nos permitem situar o tempo e contexto da execução destas pinturas. Tema a que voltaremos brevemente.
![]() |
| Personificação da Ordem de Malta
Óleo, Século XVIII
Palácio das Necessidades,
Lisboa
|
O segundo aspecto de relevante interesse para a história da Ordem de Malta, prende-se com o facto do Palácio ter sido edificado em parte de um antigo prazo foreiro à Comenda de São Brás da Ordem de São João do Hospital, do termo de Lisboa, então sediada naquela que é hoje igualmente a sede da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da OSMM.
Deste facto, apenas tomámos conhecimento graças à pesquisa e história do Palácio das Necessidades, da autoria de S.E. o Sr. Embaixador e Vice-presidente do Conselho da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da OSMM, Dr. Manuel Côrte-Real.
Com a promessa de voltar ao assunto muito em breve, apenas deixar a referência a uma importante nota à referida história, trasladada do «Livro do Tombo da Comenda de S. Brás», 1648, folhas 350: «Tem a Comenda de S. Brás mais uma quinta que contém em si casas nobres e dentro uma Ermida da Invocação de Nossa Senhora das Necessidades, e terras de pão, vinha, pomar e jardim, dois poços de água, casas de criados e outras pertenças, e fica além da Pampulha antes de chegar à ponte de Alcântara, a qual ora a possui Jorge de Castilho e paga-se cada ano de foro por o Natal oitocentos reis, duas galinhas e um frango», e à «Carta de doação à Ordem de São João do Hospital, do Padroado da Igreja de Vila de Rei, em troca da ermida de Nossa Senhora das Necessidades que à dita ordem pertencia - 24 de Abril de 1744», referida na mesma obra.
Os nossos agradecimentos a S.E. o Sr. Embaixador Dr. Manuel Côrte-Real.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Cruz de Malta na Heráldica Autárquica
Encontra-se já concluído o nosso levantamento da heráldica autárquica que ostenta a Cruz de Malta.
Este levantamento conta 80 brasões de freguesias e municípios portugueses, cuja Cruz de Malta figura entre os seus simbolos heráldicos, a maior parte das vezes, em chefe. Inclui ainda referência a cerca de uma dezena de freguesias e muncípios portugueses, cuja cruz oitavada não figura nos respectivos ordenamentos heráldicos, mas tiveram uma forte ligação à Ordem de Malta.
A este trabalho, que inclui já os referidos brasões, com a respectiva descrição, com referência à data de parecer pela Comissão de Heráldica da Associação dos
Arqueólogos Portugueses, Publicação no Diário da República e de Registo na Direcção-Geral das Autarquias Locais, estamos agora a juntar breve nota histórica, referente a cada uma das autarquias, com enfoque para a presença da Ordem de Malta.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Livro dos herdamentos e doações de Leça
O "Livro dos herdamentos e doações deste Mosteiro de Leça e de outras comendas e das liberdades e privilégios dos reis de Portugal e de Espanha concedidos à Ordem de São João Baptista do Hospital de Jerusalém [...]", guardado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, muito solicitado por historiadores e estudiosos já pode ser consultado online na plataforma digitarq.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
REVISTA "FILERMO"
Recentemente, S.E. o Sr. Conde de Albuquerque, presidente da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem de Malta, anunciou a publicação do último número da Revista Filermo, órgão cultural e informativo da Assembleia, no qual os confrades e diversos autores convidados abordam temas de natureza e interesse melitense.
A revista, da responsabilidade do seu Diretor, Sr. Professor Dr. Dom Gonçalo de Vasconcellos e Sousa (Castelo Melhor), e do Diretor-adjunto Sr. Dr. Lourenço Corrêa de Matos, ambos Cavaleiros de Malta, foi apresentada pelo Sr. Vice-Presidente da Assembleia Portuguesa S.E. o Sr. Embaixador Dr. Manuel de Côrte Real.
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Aproveitamos para lembrar a "bibliografia" dos números anteriores:
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Número 1 (1992)
ALBUQUERQUE, Martim
de, “Os Privilegiados de Malta”, pp. 17-20
FREITAS, Eugénio de
Andrea da Cunha e, “Três cartas de José Anastácio de Figueiredo”, pp. 21-26
GAMA, Luís Filipe
Marques da, “A capela do Desterro de Lamego e o seu fundador Frei Luís Álvares
de Távora”, pp. 27-40
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Número 2 (1993)
CONDE DE RESENDE,
“Sinopse histórica da Ordem de Malta”, pp. 21-34
SOUSA, Gonçalo de
Vasconcelos e, “A Colecção de Retratos de Malteses do Paço de Gominhães”, pp.
51-86
SÃO PAYO, Luís de
Mello Vaz de, “O Bailio de Leça Frei Henrique Telles”, pp. 87-114
CONDE DE CAMPO BELLO,
“El-Rei D. João IV e os Privilegiados de Malta”, pp. 115-120
GUIMARÃES, J. A.
Gonçalves, “Arqueologia e Arte Melitenses em Vila Nova de Gaia”, pp. 121-130
FREITAS, Eugénio de
Andrea da Cunha e, “Pedro Carneiro Gaio, Cavaleiro do Hábito de São João”, pp.
131-134
COSTA, Paula Maria de
Carvalho Pinto, “Breve Abordagem da Ordem Militar do Hospital em Portugal
(séculos XII-XIV)”, pp. 135-162
.
Número 3 (1994)
FERREIRA, José Carlos
Lobato, “Castelo de Belver, 800 anos de História”, pp. 59-74
COSTA, Paula Maria de
Carvalho Pinto, “Uma questão em torno da Água de Dadim em meados do século
XII”, pp. 75-82
SÃO PAYO, Luís de
Mello Vaz de, “Indevida admissão na Ordem de Malta”, pp. 83-118
SOUSA, Gonçalo de
Vasconcelos e, “Notícia de uma insígnia de Malta dos finais do século XVIII”,
pp. 119-132
COSTA, Marcus de
Noronha da Costa, “Um Retrato «Baiano» de D. Pedro de Alcântara, Príncipe da
Beira e Grão-Prior do Crato”, pp. 133-170
.
Número 4 (1995)
COSTA, Paula Maria de
Carvalho Pinto, “A Acção de Alguns Hospitalários nos séculos XIII e XIV”, pp.
47-62
CONDE DE ALBUQUERQUE,
“O Grande Cerco de 1565”, pp. 63-68
GOMES, António Feijó
de Andrade, “A Batalha de Lepanto (1571)”, pp. 69-104
MARQUES, José, “D.
Frei Bartolomeu dos Mártires e a Comenda de Aboim da Nóbrega”, pp. 105-128
SÃO PAYO, Luís de
Mello Vaz de, “Admissão de crianças na Ordem de Malta, Cristo e Avis”, pp.
129-168
FREITAS, Eugénio da
Cunha e, “Uma carta do Príncipe Real D. Luís Filipe”, pp. 169-172
SILVA, Francisco M.
B. Arrobas da, “A Rainha Senhora Dona Augusta Victória”, pp. 173-180
BRANCO, João Diogo
Alarcão de Carvalho, “Subsídios para uma Bibliografia Portuguesa da Ordem de
Malta”, pp. 181-220
.
Números 5/6
(1996/1997)
GOMES, António Feijó
de Andrade, “Breve História da Ordem Soberana e Militar de Malta”, pp. 65-92
VILLAS-BOAS, Ruy de,
“Os Grão-Mestres Portuguesas da Ordem de Malta”, pp. 93-108
SOUSA, Gonçalo de
Vasconcelos e, “A Cruz de Malta na Joalharia Portuguesa”, pp. 109-122
COSTA, Paula Maria de
Carvalho Pinto, “A Ordem do Hospital em Portugal no primeiro século da
Nacionalidade”, pp. 123-136
CONDE DE ALBUQUERQUE,
“A Conquista de Rodes pelos Cavaleiros de São João e a sua acção no
Mediterrâneo Oriental (1307-1523)”, pp. 137-140
FREITAS, Eugénio da
Cunha e, “Dois Malteses naturais de Azurara”, pp. 141-142
VISCONDE DE FARIA,
“El-Rei D. Manuel II, Bailio Grã-Cruz da Ordem de Malta”, pp. 143-150
SÃO PAYO, Luís de
Mello Vaz de, “D. António, Prior do Crato e outros Cavaleiros da Ordem do
Hospital de São João”, pp. 151-186
LOBO, António Ilídio
Lima Leite, “Duas Listas de Cavaleiros Portugueses (séculos XVIXVIII), existentes
na Biblioteca Nacional de Malta”, pp. 187-240
.
Números 7/8
(1998/1999)
OZORIO, João de
Noronha e, “Requiem por um Cavaleiro de Malta (século XVI)”, pp. 137-146
SOUSA, Gonçalo de
Vasconcelos e, “Arrendamento das Comendas de Elvas e Montoito, na Ordem de
Malta, ao Ourives do Ouro Portuense José Alves Vieira”, pp. 147-162
VILLAS-BOAS, Ruy de,
“Igreja de São Brás e Santa Luzia – Comenda da Ordem de Malta”, pp.
163-184
SÃO PAYO, Luís de
Mello Vaz de, “Reconstituição das Provanças do Setecentista Frei Domingos de
Morais”, pp. 185-228
Número 9 (2000/2005)
COSTA, Paula Pinto,
“Comendas hospitalárias entre os poderes central, municipal e senhorial em
tempos medievais”, pp. 77-90
VERSO, Maria Inês, “O
processo de incorporação do Grão-priorado do Crato na Casa do Infantado”, pp.
91-112
SOUSA, Gonçalo de
Vasconcelos e, “Relicário de Prata do Beato Gerardo (2004): re(desenhar) a
veneração”, pp. 113-120
MONTEIRO, João Pedro,
“A Cruz de Malta no contexto da faiança portuguesa armoriada de influência
oriental”, pp. 121-132
MATOS, Lourenço
Correia de, “A Cruz da Ordem de Malta na heráldica autárquica portuguesa
moderna”, pp. 133-174
.
Número 10 (2006/2007)
VENTURA, Margarida
Garcez, “O dízimo devido ao comendador de Vera Cruz de Marmelar: algumas
questões polémicas”, pp. 67-78
PAGARÁ, Ana; e LIMA,
Paulo, “A Herança da Ordem de Malta em Vera Cruz de Marmelar (Portel): 750 anos
de História, Devoção e Arte”, pp. 79-104
ALVES; José Manuel S.
N. Correia, “As Igrejas da Comenda de São João Baptista da Vila de Sernancelhe
e suas anexas da Sagrada Religião de Malta: Parte I”, pp. 105-140
SALGADO, José Bénard
Guedes, “A Igreja de São João de Palmela e o seu fundador, Jerónimo de Brito e
Melo”, pp. 141-148
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