sexta-feira, 9 de julho de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

BIBLIOGRAFIA ESSENCIAL PARA O ESTUDO E COMPREENSÃO DA HISTÓRIA, PATRIMÓNIO E ACTUALIDADE DA ORDEM DE MALTA

MANUSCRITA
- ANTT, Correspondência dos Soberanos, Livro 11.
- ANTT, Habilitações da Ordem de Malta.
- ANTT, Manuscritos da Livraria, n.º 1990, Regimento dos Cavaleiros de S. João, s/l, s/d.
- ANTT, MNE, Comissões Mistas e Papéis Vários, Cx. 917 e id., Leça do Balio, Maço 1.
- ANTT, Registo das “Visitações Gerais” da Ordem de Malta, 1718-1719, Livro 17.
- Biblioteca da Ajuda, Regra da Ordem de S. João de Jerusalém, n.º 49-II-32.

IMPRESSA

- Albuquerque, Conde de, Ordem Soberana e Militar de Malta, Lisboa, 2006.
- Albuquerque, Conde de, Visitas de S.A.E. O Príncipe e Grão Mestre da Ordem Soberana Militar de Malta a Portugal, 2010 | 2011, Lisboa, 2011.

- Albuquerque, Martim de (dir.), Portugal e a Ordem de Malta: Aspectos da Europa, [Lisboa], CTT – Correios e Telecomunicações de Portugal, S.A., 1992.
Obra de carácter geral que trata do ramo português da Ordem desde a sua implantação até finais do século XVIII, dando especial destaque ao seu património artístico.
- ALÓS, Dr. D. Félis António de Cristóforo de, Memórias Histórico-politico-militares de Malta e da Soberana Ordem de S. João de Jerusalém. Desde a sua primeira instituição até ao anno de 1802…, Officina de Simão Thadeu Ferreira, Lisboa, 1805.
- Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, Index Histórico e Diplomático do Cartulário de Leça [mandado fazer por frei Manuel de Almeida E Vasconcelos, balio Capitular de Lango e Leça, e recebedor da Ordem de Malta, 1814], Lisboa, 1944.
- Azevedo, Ruy de, “Algumas achegas para o estudo das origens da Ordem de S. João do Hospital de Jerusalém, depois chamada de Malta em Portugal”, in Revista Portuguesa de História, vol. IV, 1949.
- BORREGO, Nuno Gonçalo Pereira, As Ordenanças e as Milícias em Portugal (Subsídios para o seu estudo), Vol. I, Lisboa, 2006.
- BRANDÃO, Domingos de Pinho, Rossas de Arouca. Os Limites da Freguesia, Porto, 1963.
- BRITO, Francisco Nogueira de, Índice das Habilitações da Ordem de Malta em Portugal, Revista de História, Lisboa 1913.
- Collecção Geral dos Antigos e Modernos Privilegios Concedidos Successivamente a Sagrada, E Militar Ordem de S. João do Hospital de Jerusalem, e Confirmados pelos Senhores Reis de Portugal athé el-Rei Nosso Senhor D. Miguel Iº, por alvará de 12 de Novembro de 1830, Lisboa, Regia Typographia Silviana, 1832.
- Campo Bello, Conde de, A Soberana Militar Ordem de Malta e a Sua Acção em Portugal, Porto, Tipografia Porto Médico, 1931.
- CAPÃO, António Tavares Simões, Carta de Foral de Frossos, Paisagem Editora, Porto, 1984.
- Cardoso, Avelino Barbieri, As Ordens Monásticas-Militares em Portugal, Lisboa, Edições Infantaria, 1957.
- CARVALHO, José Guedes de, Memória da História Politica e Militar daSoberana Ordem de S. João de Jerusalém desde a sua fundação até ao ano de 1821, tirada dos melhores autores pelo cavaleiro comendador da mesma, oferecida a seus parentes, Lisboa, 1821.
- CARVALHO, José Guedes de, Segunda Memória da História Politica eMilitar da Soberana Ordem de S. João de Jerusalém e do seu grande santo S. JoãoBaptista feita pelo cavaleiro comendador da mesma, oferecida a seus parentes, em nova impressão da Viúva Neves e Filhos, Lisboa, 1822.
- CATARINA, Frei Lucas de Santa, Catálogo dos Grão Priores do Crato da Ordem de S. João de Malta, in Collecção dos Documentos e Memórias da Academia Real da História Portuguesa, Tomo VII, Lisboa Occidental, 1723.
- CASTRO, P. João Baptista de, Mapa de Portugal, 3.ª Parte, Lisboa, 1747, pág. 57 e ss.


- Costa, Paula Pinto, “Norma e desvio na Ordem do Hospital”, in História: Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, III série, vol. 3, Porto, 2002.

- COSTA, Paula Maria de Carvalho Pinto da, A Ordem Militar do Hospital em Portugal (Séculos XII-XIV), FLUP, Porto, 1993.
- Costa, Paula Pinto, “A Acção de Alguns Hospitalários nos Séculos XIII-XIV”, in Filermo, vol. 4, Porto, 1995.
- Costa, Paula Pinto, “Algumas achegas para o estudo dos privilégios da Ordem do Hospital na Idade Média” in As Ordens Militares em Portugal e no Sul da Europa, Coordenação de Isabel Cristina F. Fernandes e Paula Pacheco, Palmela, Edições Colibri, 1997.
- Costa, Paula Pinto, “A Ordem do Hospital em Portugal: Dos finais da Idade Média à Modernidade ”, Tese Doutoramento apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, in Militarium Ordinum Analecta, n.os 3-4, 1999-2000, Porto.
- COSTA, Paula Pinto e ROSAS, Lúcia, Leça do Balio no Tempo dos Cavaleiros do Hospital, Edições Inapa, Porto, 2001.
- Dailliez, Laurent, “Essai Historique sur l’Ordre Souverain de Saint Jean de Jérusalem, de Rhodes et de Malte, au Portugal (XII-XV Siècles)”, in Arquivo do Centro Cultural Português, vol. I, Paris, Fundação Calouste Gulbenkian, 1969.
- FREIRE, Pascoal José de Melo, Dissertação histórico jurídica sobre osdireitos e jurisdição do Grão Prior do Crato e do seu provisor. Ordenada para seu uso particular no anno de 1786, e publicada por Francisco Freire de Mello…, Impressão Régia, 1809, Lisboa, 1809.
- GAYO, Bernardino Fernandes, Relação da morte e enterro do Eminentíssimo senhor D. Fr. António Manoel de Vilhena, Grão Mestre da Religião do Santo Sepulcro de Jerusalém que vulgarmente se chama de Malta…, Lisboa, 1737.
- Larragueta, S.García, “San Juan de Jerusalém”, in Aldea Vaquero Quintin et alii (dirs.), Diccionario de Historia Eclesiastica de España, vol. III, Madrid, 1973.
- LIMA, Fr. António Pereira de, Vida, e Acção de Sua Alteza Sereníssima Fr. Luís Mendes de Vasconcellos, Grão Mestre da Sagrada Religião de Malta, Lisboa, 1731.
- Marques, José, “A Assistência no Norte de Portugal nos Finais da Idade Média”, in Revista da Faculdade de Letras – Porto, 2.ª série, vol. VI, Porto, 1989.
- Marques, José Epiphanio, Breve Memoria acerca das Religiosas Maltezas em Portugal, Coimbra, Typographia França-Amado, 1899;
- PAGARÁ, Ana, SILVA, Nuno Vassalo e, SERRÃO, Vítor, Igreja Vera Cruz de Marmelar, Câmara Municipal de Portel. Página Editores, 2006.
- RODRIGUES, David Simões, Rio Meão, A Terra e o Povo na História, Volume I e II, Junta de Freguesia de Rio Meão, Rio Meão, 2001.
- RIBEIRO, José Anastácio de Figueiredo, Nova História da Ordem de Malta e dosSenhores Grão-Priores Dela em Portugal. Fundada sobre documentos que só podem suprir, confirmar ou emendar o pouco, incerto ou falso que della se acha impresso, servindo incidentemente a outros muitos assumptos, com geral utilidade… 3 Volumes, Officina de Simão Thadeo Ferreira, Lisboa, 1800.
- Santa Catharina, Fr. Lucas de, Malta Portugueza: Memorias da nobilissima e sagrada Ordem dos Hospitalarios de S. João de Jerusalem, especialmente do que pertence à Monarchia Portugueza, Lisboa, Officina de Joseph Antonio da Sylva, 1734.
- Saraiva, José Mendes da Cunha, Subsídios para a História da Ordem de Malta, 3 vols., Lisboa, Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, 1946-1948.
- Smitmer, Fra Francesco Paolo de (comp.), Catalogo della Biblioteca del Sacro Militar Ordine Di S. Giovanni Gerosolimitano, oggi detto di Malta, 1781.
- Trindade, Maria José Lagos, “A Propriedade das Ordens Militares nas Inquirições Gerais de 1220”, in Do Tempo e da História, vol. IV, Lisboa, Centro de Estudos Históricos do Instituto de Alta Cultura, 1971.
- VERSOS, Maria Inês, Os Cavaleiros de São João de Malta emPortugal de D. João V às Vésperas do Liberalismo. Problemas e Fontes para o SeuEstudo, FCSH da Universidade Nova de Lisboa, 1997.
- Vilhena, Thomaz d’ Almeida Manoel, História da Instituição da Santa Ordem da Cavalaria e das Ordens Militares em Portugal, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1920.

ARTIGOS
- A Ordem de Malta em Portugal por um Cavaleiro de Avis (dedicada ao Ili.mo e Ex.mo Duque de Palmella como testemunho da mais alta consideração), Typographia do Commercio, Lisboa, 1900.
- Regra da Ordem de S. João de Jerusalém, Biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda, fls. 190v e 191.
- Relação dos Cavalleiros Commendadores, procuradores do Venerando Priorado de Portugal, Lisboa, 1800.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Blog Oficial da Ordem de Malta em Portugal

(clicar na imagem)


Foi recentemente criado pelas actuais estruturas representativas da Ordem em Portugal o seu próprio blog. Saudamos, pois, a iniciativa dos seus actuais representantes em dar assim nota regular das suas actividades.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

PERCURSO PEDONAL EM ROSSAS

Um calcorrear pelo passado histórico
da antiga Comenda da Ordem de Malta


Organizado pelo Grupo Cultural e Recreativo de Rossas (GCRR) teve lugar na manhã do Domingo, dia 6 de Setembro, uma caminhada pela Freguesia de Rossas, percorrendo alguns dos principais sítios com raízes históricas nesta antiga Comenda da Ordem de Malta. Paralelamente decorreu uma prova de BTT por trilhos rurais dentro da mesma Freguesia.Orientada pelo dr. António Jorge Brandão de Pinho, esta caminhada foi um autêntico calcorrear pelo passado histórico desta Freguesia e que foi agradável e culturalmente enriquecido por um vasto conjunto de interessantes dados históricos por ele recolhidos, através de um trabalho de investigação histórica que, oportunamente será publicado em livro.



Nessa manhã, a actividade física concretizada na caminhada ao longo de parte do percurso do rio Urtigosa, passando por meio de milheirais, subindo encostas, observando paisagens, parando em moinhos, lagares de azeite, fontanários ou casas senhoriais de antigamente, foi acompanhada e enriquecida com interessantes dados históricos referentes aos locais por onde os caminhantes iam passando.





Foi assim que os cerca de 4 dezenas de caminhantes puderam conhecer alguma da história da Casa de Terçoso e a curiosa lenda, a ela ligada, sobre o escravo Virgolino, trazido de Moçambique e que terá morrido dentro de um tonel de vinho dando assim origem ao dito popular “Quem me comeu a carne, também me há-de chupar os ossos”.

Um momento verdadeiramente cultural e que terá, certamente, surpreendido muitos dos caminhantes, foi a entrada no pequeno Museu de Arte Sacra, situado no rés do chão da Residência Paroquial e que é fruto da recolha iniciada e motivada pela preocupação pela preservação do património local de um dos últimos párocos de Rossas, o Pe. José da Rocha Ramos.


Por entre uma rica colecção de paramentos e de outras diversas alfaias religiosas, Brandão de Pinho chamou a atenção para a presença de um crânio aí exposto, aproveitando para fornecer interessantes dados biográficos sobre o último capitão da Ordem de Malta em Rossas, Feliciano António Ferreira de Vasconcelos, enterrado no adro da igreja paroquial, em 1873, de onde terá sido recuperado o referido crânio, já em finais do século passado.

Leia mais sobre esta caminhada na edição em papel do Semanário Discurso Directo, a sair na próxima 6ªfeira.
por Prof. José Cerca, in
Do Meu Mirante

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Bruxelas, 17 de Fevereiro de 2009 - O Grão Mestre da Ordem de Malta, Frei Mateus Festing com o Presidente da Comissão Europeia, José Durão Barroso, assinam acordo de cooperação internacional.

domingo, 26 de outubro de 2008

Belver, depois de Leça e antes do Crato...

O Castelo de Belver tem na sua génese a concorrência de todo um conjunto de circunstâncias, que em si constituem o suporte da luta que os nossos primeiros monarcas encetaram pela consolidação da independência e expansão do território português, no sentido do sul muçulmano. O movimento da "reconquista cristã" na Península Ibérica, inserido no quadro do desenvolvimento e expansão da Europa dos séculos XII e XIII (as Cruzadas), está na origem da fundação do reino de Portugal, cujo território, constituído na luta antimuçulmana para sul, até à conquista do Algarve por Afonso III, que marcaria o fim de praticamente cinco séculos de domínio árabe em território hoje português. A outra frente desta mesma luta pela autonomia, situou-se no eixo oriental, contra as quase constantes ambições de absorção de Portugal por parte dos reinos vizinhos de Leão e Castela, que iam mantendo vivo o velho ideal da unificação cristã peninsular.Afonso Henriques, Sancho I, Afonso II, Sancho II, e Afonso III, são os monarcas que conduzem o processo de expansão e consolidação territorial, que se caracteriza essencialmente pelo primado da mobilização da máquina de guerra, em constante actividade, ora avançado para o sul, ora recuando, ao longo das linhas naturais que arduamente se defendiam. Fortificar, colonizar, seriam os vectores da política real, a melhorar a defesa seria a ocupação do solo por uma população estável, que a qualquer momento pudesse acorrer em sua defesa. Afonso Henriques havia conseguido notáveis progressos no avanço cristão em direcção ao sul, mas a ausência de uma política real de colonização tornou frágeis as possibilidades de defesa das praças conquistadas, nomeadamente no Alentejo. Assim sendo, a ofensiva árabe desencadeada por Iacub Al Mansur em 1190, fez recuar a presença cristã em solo alentejano até à linha do Tejo, com excepção de Évora.Essencialmente a preocupação de Sancho I no aspecto militar é consolidar o território cristão ao longo da linha do Tejo, dando-lhe possibilidades de defesa e, por isso mesmo, promovendo o seu povoamento progressivo. Na zona compreendida entre Santarém, Abrantes e Vila Velha de Rodão, ao longo do Tejo, vão-se desencadear diversas acções de povoamento e fortificação, cabendo à zona hoje ocupada por Belver, um papel essencial na defesa do referido eixo. Tal tarefa é atribuída pelo rei à Ordem Militar do Hospital, a quem faz a doação da zona chamada de "Guidintesta", que se estendia pelas suas margens do Tejo, denominada estrategicamente pelo ponto onde Sancho I manda erguer o Castelo de Belver. (Carta de Sancho I em 13/06/1194): ..."Vobis clomno Alfonso Pelagii Hospitalis... terra que vocatur Guidintesta, in qua concedimus vobis ut faciatis castellum cui imponimus nomen Belver".



Iniciado logo a seguir à doação do rei Afonso Pais, prior da Ordem dos Hospitalários, o castelo estaria concluído em 1212, passando a funcionar como Casa-Mãe daquela Ordem Militar, substituindo assim a anterior sede situada no Mosteiro de Leça. Segundo o testamento de Sancho I, citado na crónica de Rui de Pina, ficaria à guarda do prior do Hospital, na fortaleza de Belver, uma parte importante dos 500.000 maravedis de ouro e dos 1.400 marcos de prata destinados àquela Ordem, bem como as esmolas que o testamento previra. Segundo os historiadores, Belver teria funcionado como Casa-Mãe dos Hospitalários durante praticamente um século, até que em 1350 a sede muda para o Crato, por determinação de D. Álvaro Gonçalves Pereira, que era então o prior daquela Ordem. Em 1390, D. Nuno Álvares Pereira, chefe militar do rei D. João I, encarregou-se da ampliação e melhoramento do Castelo de Belver, sendo a traça destas obras aquela que permaneceu até aos nossos dias, em que se procedeu ao restauro completo deste monumento por parte da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (nos anos 40).Para fazer história deste Castelo, poder-se-á partir de três vectores fundamentais que determinaram a sua funcionalidade no tempo. Assim, em primeiro lugar, o Castelo de Belver encontra-se ligado ao sistema político-militar próprio do período inicial da História de Portugal, caracterizado pela conquista do território aos muçulmanos e implantação de sistemas defensivos nas zonas geograficamente estratégicas, de modo a consolidar pela defesa e pelo povoamento, o progressivo avanço do território português em direcção ao sul algarvio. A construção e a primeira fase da vida de Belver teriam estas características, que fundamentalmente dependiam do governo da Ordem Militar dos Cavaleiros do Hospital, que tal como as outras ordens religiosas militares se enquadra no espírito da reconquista e da cruzada próprios dos séculos XII e XIII.O segundo vector que determina a História deste monumento incide já nos finais do século XIV, em que uma vêz estabelecidas as fronteiras definitivas do território português e dominado o perigo muçulmano, se torna necessário garantir a defesa do território face a Castela, sendo essa intenção de Nuno Álvares Pereira quando, em 1390, desencadeia as obras de melhoramentos no perímetro do Castelo. A guerra com Castela, iniciada em 1383, que levaria D. João I ao trono de Portugal por oposição nacional às ambições do rei de Castela, teria o seu lance decisivo na batalha de Aljubarrota, em 14 de Agosto de 1385, mas no entanto, até que a paz fosse assinada em 1411, foi preocupação do rei e do ajudante do campo garantir ao máximo a estabilidade das fronteiras luso-castelhanas, fortalecendo e melhorando o seu sistema defensivo, como será o caso do Castelo de Belver em 1390.Finalmente com o passar do tempo, o Castelo foi perdendo a função de centro vital na vida política nacional. Tal como no resto do país, a vida urbana viria a impor-se, a guerra ganharia novas facetas do ponto de vista táctico, alterando-se o terreno e os meios a pelejar. O Castelo de Belver terá sido palco, ainda no século XV, de disputas relacionadas com a política interna, como é o caso do confronto entre Afonso V e o regente D. Pedro; no século XIV supõe-se que terá de algum modo tomado parte da resistência à ocupação filipina, ao lado de D. António que era o Prior do Crato. Daí em diante, o Castelo foi sendo progressivamente esquecido, até que nos nossos dias, em 1942, a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais procedeu ao restauro dos estragos que lhe causou o seu último e pior inimigo: o tempo. Merece especial referência neste conjunto monumental, e dentro do seu perímetro, a Capela de S. Brás, erguida perto da torre que defende a fachada norte do castelo, sempre preservada devido ao carinho com que a população sempre a tratou. De estrutura arquitectónica modesta e de pequenas proporções, a Capela de S. Brás tem como principal atractivo o seu belo retábulo do século XVI, construído com a finalidade de abrigar as relíquias que se encontram distribuídas pelos vinte e quatro nichos. este conjunto de talha profusamente trabalhado, de influência nitidamente renascentista é, sem dúvida, um dos mais valiosos que se encontram nas igrejas portuguesas, quer pelo seu valor histórico como pelo seu elevado sentido estético.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Vaticano, 23 Junho de 2008 - Papa Bento XVI recebe o Grande Mestre Frei Mateus Festing, por ocasião da festa de São João Baptista

domingo, 23 de março de 2008

79.º Grão-Mestre da Ordem de Malta é o inglês Fra' Matthew Festing

 
Frei Matthew Festing envergando o hábito de Cavaleiro de Justiça
 

Eleito no passado dia 11 de Março, Frei Matthew Festing é o 79.º Grão-Mestre da Ordem Soberana, Militar e Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, tendo direito ao tratamento de Sua Alteza Eminentíssima Princípe e Grão-Mestre. Sucede a Frei Andrew Bertie, falecido no passado dia 7 de Fevereiro deste ano.
Sua Alteza Eminentíssima é natural de Northumberland, Inglaterra, onde nasceu a 30 de Novembro de 1949. A infância, porém, viveu-a no Egipto e em Singapura, onde seu pai, o Marechal de Campo Sir Francis Festing, estava em serviço.
Descendente de Sir Adrian Fortescue, um cavaleiro de Malta martirizado em 1539, Matthew Festing estudou em Ampleforth e na Faculdade de São João, em Cambridge, onde se formou em História. Mais tarde especializou-se em Arte, tendo exercido actividade profissional em casas de leilões de arte internacionais.
Ingressou na Ordem Soberana e Militar de Malta em 1977, pronunciando os votos perpétuos em 1991, tornando-se um Cavaleiro Professo da Ordem. Entre 1993 e 2008 foi Grão-Prior de Inglaterra.
Apaixonado por artes decorativas e história, Frei Matthew Festing é conhecido pelo seu conhecimento quase enciclopédico da história da Ordem de Malta.
Brasão de Frei Matthew Festing, 79.º Grão Mestre da
Ordem Soberana e Militar de Malta

quarta-feira, 12 de março de 2008

Villa Magistrale, 11 de Março de 2008 - Frei Mateus Festing foi eleito 79.º Grão Mestre da Soberana Ordem Militar de São João de Jerusalém de Rodes e de Malta

sexta-feira, 7 de março de 2008

Roma, Basílica de São Alessio, 7 de Março de 2008 - O Tenente Intenerino Frei Giacomo Dalla Torre com o presidente da Itália Giorgio Napolitano, no réquiem ao Grão-Mestre Frei Andrew Bertie.