História, legado e atualidade da Ordem Soberana Militar e Hospitalária de S. João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, em Portugal
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Blog Oficial da Ordem de Malta em Portugal
Foi recentemente criado pelas actuais estruturas representativas da Ordem em Portugal o seu próprio blog. Saudamos, pois, a iniciativa dos seus actuais representantes em dar assim nota regular das suas actividades.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
PERCURSO PEDONAL EM ROSSAS
Um calcorrear pelo passado histórico
da antiga Comenda da Ordem de Malta
da antiga Comenda da Ordem de Malta
Organizado pelo Grupo Cultural e Recreativo de Rossas (GCRR) teve lugar na manhã do Domingo, dia 6 de Setembro, uma caminhada pela Freguesia de Rossas, percorrendo alguns dos principais sítios com raízes históricas nesta antiga Comenda da Ordem de Malta. Paralelamente decorreu uma prova de BTT por trilhos rurais dentro da mesma Freguesia.Orientada pelo dr. António Jorge Brandão de Pinho, esta caminhada foi um autêntico calcorrear pelo passado histórico desta Freguesia e que foi agradável e culturalmente enriquecido por um vasto conjunto de interessantes dados históricos por ele recolhidos, através de um trabalho de investigação histórica que, oportunamente será publicado em livro.Nessa manhã, a actividade física concretizada na caminhada ao longo de parte do percurso do rio Urtigosa, passando por meio de milheirais, subindo encostas, observando paisagens, parando em moinhos, lagares de azeite, fontanários ou casas senhoriais de antigamente, foi acompanhada e enriquecida com interessantes dados históricos referentes aos locais por onde os caminhantes iam passando.

Foi assim que os cerca de 4 dezenas de caminhantes puderam conhecer alguma da história da Casa de Terçoso e a curiosa lenda, a ela ligada, sobre o escravo Virgolino, trazido de Moçambique e que terá morrido dentro de um tonel de vinho dando assim origem ao dito popular “Quem me comeu a carne, também me há-de chupar os ossos”.
Um momento verdadeiramente cultural e que terá, certamente, surpreendido muitos dos caminhantes, foi a entrada no pequeno Museu de Arte Sacra, situado no rés do chão da Residência Paroquial e que é fruto da recolha iniciada e motivada pela preocupação pela preservação do património local de um dos últimos párocos de Rossas, o Pe. José da Rocha Ramos.
Por entre uma rica colecção de paramentos e de outras diversas alfaias religiosas, Brandão de Pinho chamou a atenção para a presença de um crânio aí exposto, aproveitando para fornecer interessantes dados biográficos sobre o último capitão da Ordem de Malta em Rossas, Feliciano António Ferreira de Vasconcelos, enterrado no adro da igreja paroquial, em 1873, de onde terá sido recuperado o referido crânio, já em finais do século passado.Leia mais sobre esta caminhada na edição em papel do Semanário Discurso Directo, a sair na próxima 6ªfeira.
por Prof. José Cerca, in Do Meu Mirante
por Prof. José Cerca, in Do Meu Mirante
domingo, 26 de julho de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Belver, depois de Leça e antes do Crato...
Iniciado logo a seguir à doação do rei Afonso Pais, prior da Ordem dos Hospitalários, o castelo estaria concluído em 1212, passando a funcionar como Casa-Mãe daquela Ordem Militar, substituindo assim a anterior sede situada no Mosteiro de Leça. Segundo o testamento de Sancho I, citado na crónica de Rui de Pina, ficaria à guarda do prior do Hospital, na fortaleza de Belver, uma parte importante dos 500.000 maravedis de ouro e dos 1.400 marcos de prata destinados àquela Ordem, bem como as esmolas que o testamento previra. Segundo os historiadores, Belver teria funcionado como Casa-Mãe dos Hospitalários durante praticamente um século, até que em 1350 a sede muda para o Crato, por determinação de D. Álvaro Gonçalves Pereira, que era então o prior daquela Ordem. Em 1390, D. Nuno Álvares Pereira, chefe militar do rei D. João I, encarregou-se da ampliação e melhoramento do Castelo de Belver, sendo a traça destas obras aquela que permaneceu até aos nossos dias, em que se procedeu ao restauro completo deste monumento por parte da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (nos anos 40).Para fazer história deste Castelo, poder-se-á partir de três vectores fundamentais que determinaram a sua funcionalidade no tempo. Assim, em primeiro lugar, o Castelo de Belver encontra-se ligado ao sistema político-militar próprio do período inicial da História de Portugal, caracterizado pela conquista do território aos muçulmanos e implantação de sistemas defensivos nas zonas geograficamente estratégicas, de modo a consolidar pela defesa e pelo povoamento, o progressivo avanço do território português em direcção ao sul algarvio. A construção e a primeira fase da vida de Belver teriam estas características, que fundamentalmente dependiam do governo da Ordem Militar dos Cavaleiros do Hospital, que tal como as outras ordens religiosas militares se enquadra no espírito da reconquista e da cruzada próprios dos séculos XII e XIII.O segundo vector que determina a História deste monumento incide já nos finais do século XIV, em que uma vêz estabelecidas as fronteiras definitivas do território português e dominado o perigo muçulmano, se torna necessário garantir a defesa do território face a Castela, sendo essa intenção de Nuno Álvares Pereira quando, em 1390, desencadeia as obras de melhoramentos no perímetro do Castelo. A guerra com Castela, iniciada em 1383, que levaria D. João I ao trono de Portugal por oposição nacional às ambições do rei de Castela, teria o seu lance decisivo na batalha de Aljubarrota, em 14 de Agosto de 1385, mas no entanto, até que a paz fosse assinada em 1411, foi preocupação do rei e do ajudante do campo garantir ao máximo a estabilidade das fronteiras luso-castelhanas, fortalecendo e melhorando o seu sistema defensivo, como será o caso do Castelo de Belver em 1390.Finalmente com o passar do tempo, o Castelo foi perdendo a função de centro vital na vida política nacional. Tal como no resto do país, a vida urbana viria a impor-se, a guerra ganharia novas facetas do ponto de vista táctico, alterando-se o terreno e os meios a pelejar. O Castelo de Belver terá sido palco, ainda no século XV, de disputas relacionadas com a política interna, como é o caso do confronto entre Afonso V e o regente D. Pedro; no século XIV supõe-se que terá de algum modo tomado parte da resistência à ocupação filipina, ao lado de D. António que era o Prior do Crato. Daí em diante, o Castelo foi sendo progressivamente esquecido, até que nos nossos dias, em 1942, a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais procedeu ao restauro dos estragos que lhe causou o seu último e pior inimigo: o tempo. Merece especial referência neste conjunto monumental, e dentro do seu perímetro, a Capela de S. Brás, erguida perto da torre que defende a fachada norte do castelo, sempre preservada devido ao carinho com que a população sempre a tratou. De estrutura arquitectónica modesta e de pequenas proporções, a Capela de S. Brás tem como principal atractivo o seu belo retábulo do século XVI, construído com a finalidade de abrigar as relíquias que se encontram distribuídas pelos vinte e quatro nichos. este conjunto de talha profusamente trabalhado, de influência nitidamente renascentista é, sem dúvida, um dos mais valiosos que se encontram nas igrejas portuguesas, quer pelo seu valor histórico como pelo seu elevado sentido estético.in C. M. GAVIÃO
domingo, 21 de setembro de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
domingo, 23 de março de 2008
79.º Grão-Mestre da Ordem de Malta é o inglês Fra' Matthew Festing
Frei Matthew Festing envergando o hábito de Cavaleiro de Justiça
Eleito no passado dia 11 de Março, Frei Matthew Festing é o 79.º Grão-Mestre da Ordem Soberana, Militar e Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, tendo direito ao tratamento de Sua Alteza Eminentíssima Princípe e Grão-Mestre. Sucede a Frei Andrew Bertie, falecido no passado dia 7 de Fevereiro deste ano.
Sua Alteza Eminentíssima é natural de Northumberland, Inglaterra, onde nasceu a 30 de Novembro de 1949. A infância, porém, viveu-a no Egipto e em Singapura, onde seu pai, o Marechal de Campo Sir Francis Festing, estava em serviço.
Descendente de Sir Adrian Fortescue, um cavaleiro de Malta martirizado em 1539, Matthew Festing estudou em Ampleforth e na Faculdade de São João, em Cambridge, onde se formou em História. Mais tarde especializou-se em Arte, tendo exercido actividade profissional em casas de leilões de arte internacionais.
Ingressou na Ordem Soberana e Militar de Malta em 1977, pronunciando os votos perpétuos em 1991, tornando-se um Cavaleiro Professo da Ordem. Entre 1993 e 2008 foi Grão-Prior de Inglaterra.
Apaixonado por artes decorativas e história, Frei Matthew Festing é conhecido pelo seu conhecimento quase enciclopédico da história da Ordem de Malta.
![]() |
| Brasão de Frei Matthew Festing, 79.º Grão Mestre da Ordem Soberana e Militar de Malta |
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Símbolo de Actividade da Ordem
A Cruz Oitavada sobre um escudo clássico, é o símbolo que identifica as actividades da Ordem em todo o mundo, como sejam as actividades médicas e humanitárias (Artigo 242.º do Código da Ordem de Malta).
Brasão Oficial da Ordem de Malta
O brasão da Ordem de Malta contém a cruz de oito pontas, sob a cruz latina em campo oval vermelho rodeado por um rosário e é dominada pelo manto principesco e coroa (artigo 6.º da Constituição da Ordem). É o brasão do Grande Magistério e das instituições da Soberana Ordem: Grandes Priorados, Associações Nacionais e Missões Diplomáticas.
Bandeira da Ordem de Malta
A bandeira vermelha com a cruz branca de oito pontas, simbolizando as oito bem-aventuranças, é a bandeira comum da Ordem de Malta. A cruz de oito pontas da Ordem é tão antiga quanto a cruz latina, e é derivada aos laços antigos com a Ordem da República de Amalfi, de onde era natural Frei Beato Gerad de Tum (1040-1490), fundador da Ordem.
A sua forma atual remonta há mais de 400 anos. A primeira execução clara da uma cruz de oito pontas aparece sobre as moedas do Grão-Mestre Foulques de Villaret (1305-1319).
A sua forma atual remonta há mais de 400 anos. A primeira execução clara da uma cruz de oito pontas aparece sobre as moedas do Grão-Mestre Foulques de Villaret (1305-1319).
Bandeira de Estado da Ordem de Malta
A bandeira vermelha retangular com a cruz latina branca é a bandeira de Estado da Soberana e Militar Ordem de Malta. Bandeira usada desde tempos antigos.
Giacomo Bosio, na sua história da Ordem, publicada em 1594, refere que, em 1130, o Papa Inocêncio II decretou que "Na guerra a religião traria uma bandeira com uma cruz branca sobre campo vermelho".
Em 1291, a Ordem deixou a Terra Santa e, movendo-se para Chipre, descobrindo a sua vocação marítima. A partir desse momento o padrão da cavalaria tornou-se o pavilhão dos navios, e assim permanceu durante seis séculos. É hoje a bandeira oficial de Estado da Ordem, estando hasteada no Palácio Magistral e acompanhando o Grão-Mestre e o Soberano Conselho em visitas oficiais.
Subscrever:
Mensagens (Atom)































